você está em www.ovizinho.com.br

 

 

bola.gif (971 bytes) clique aqui para nos mandar sua poesia.

Cemitérios de Pandorgas

Cemitérios de pandorga
São os fios de alta tensão
Espalhados pelas vilas
Do sul ao velho sertão. 

Esqueletos dos meus sonhos
Se decompondo no ar
Que não alcançaram estrela
Que os fizessem vingar. 

Ficaram dependurados,
Frutos que ninguém colheu,
Ou rosa despetalada
Que no roseiral morreu. 

—Ai que saudades que dá
No meu peito provinciano
Das pandorgas de papel
De seda e rabo de pano! 

E do bambu, do barbante
Tecendo-se em solidão
Entre um poste e outro poste,
Nos fios de iluminação…

Poesia de João Luiz Vieira de Castro, joinvilense que há 15 anos mora em Takoma Park, EUA.

Carrocinha de Pão

Carroça de um cavalo
Trazendo carga de pão,
Vindo não sei de onde
Guiada por Seu Lisbão. 

Descia a rua de terra,
Terra poeirenta, batida
Que o poc-poc do cavalo levantava
Deixando a roupa encardia. 

Vem da infância essa imagem,
Do cinema da imaginação!
E como enche o peito de saudade,
Projeta
da nas telas do coração!

Poesia de João Luiz Vieira de Castro

O Boi

Boi, criatura anti-poética
Nas aras da poesia,
Pastando no pasto da manhã
Ruminando a ausência de cria. 

Boi de canga e sino de latão.
Boi manso e puxador,
Abrindo no chão a vala
Pras sementes do agricultor. 

E em seus olhos grandes, de boi,
Vitrines no campo que entardece,
As sombras vão se alongando,
O sol flamejante desce. 

Boi sem canga, sem sino,
Silêncio mocho no quintal.
Boi do homem ruminando a noite
Entre as quatro paredes do curral.

Poesia de João Luiz Vieira de Castro


Minha Canção de Criança

Minha canção de lembrança
É uma ciranda de rua
Cantada pelas crianças
No fim carente das tardes
Que enchiam a minha infância
(Tão remota na distância)
De solidão e saudades…

Minha canção de esperança
É cheia de palavras simples,
Daquelas que a poesia
Ajuda a tornar mais belas:
Galocha, sapos, janelas…
Minha canção de esperança
Cavalga na ventania… 

Por isso é que eu sou alegre,
Por isso e que eu sou tão triste…
Carrego-a bem no meu peito
Como a vó o camafeu,
Como quem não leva nada,
Sozinho por esta estrada
Abandonada por Deus.

Minha canção é bandeira
No sentido mais concreto—
Flutua solta no vento,
É gaivota da emoção...
E o meu canto sem fronteiras,
Quebrando som e barreiras,
É farrapo e solidão…

(Eu lembro, quando criança,
Na rua do meu crescer,
Que a Rosa-do-Pé-Inchado
Trazia o corpo embrulhado
Em farrapos e sujeiras:
A Rosa-do-Pé-Inchado
Já carregava bandeiras…)

 E era como se as tardes
Não quisessem acabar,
Longas pela eternidade
Das Catarinas de lá,
Tão Santas que quase impuras
Deixaram saudades cruas
No lenho do meu olhar...

Que queima, sarça sagrada,
Ante a tarde abandonada
Aos pés da Serra do Mar.
A minha canção de infante
Tem o luar por um fio,
O sonho por um instante
E a vida num corrupio… 

Poesia de João Luiz Vieira de Castro

Peixe de Prata 

Rio Cachoeira,
Peixe prata
Faiscando pela margem—
Canoa, bateria que voa,
Viagem de vintém
Em barquinho de papel
De broa…

Peixe prata,
Livre e bonito como ninguém
No meu olhar de criança
A beira do rio
Que pro mar escoa; 

Rio de água escura
Riscado de luz
E canoa,
Sumindo na curva distante
Onde até o mais mínimo raio solar
Ecoa! 

Rio Cachoeira,
Peixe prata—
Que lembrança boa!
Do tempo em que eu era menino,
Livre de coração,
Pés na água

E à toa… 

Poesia de João Luiz Vieira de Castro

Lá na Casa da Fazenda

Lá na casa da fazenda,
Que não é fazenda, é praia,
Balança a rede de renda,
Cresce um pé de samambaia. 

Um beija-flor em rasante
Raspa as flores dos canteiros,
E na fonte borbulhante,
Fazem algazarra os coleiros. 

Lá tem jabuticabeira
Dando fruta de montão.
E também tem goiabeira,
Romã, pitanga e mamão… 

Tem um galo, três galinhas
Ciscando no galinheiro.
E nos fios as andorinhas
Vão esticando Janeiro… 

E o dia aos poucos desvenda
Seus mistérios de cambraia…
Lá na casa da fazenda,

Que não é fazenda, é praia.

João Luiz Vieira de Castro

 

O Grilo 

Um grilo faz cricri,
Risca o azulejo.
Cricri de ritmo amigo
Na parede do banheiro.

Não sei como foi parar
Nesse canto tão remoto.
Grilos são maleáveis,
Fluentes na língua do dia.

Cricri bem ritmado
Arranhando a solidão
Da noite que inicia. 

Se todo inseto tem propósito,
O desse grilo que não vejo
É de riscar o azulejo,
Quebrar a monotonia… 

Não, não bem quebrar:
Arranhar. Cricri que se eleva, 
Vem detrás da bacia
E se estraçalha no ar.

João Luiz Vieira de Castro


Poema Tirado de Outro Poema

O cravo brigou com a rosa
Num jardim municipal.
A culpa não foi do cravo,
E sim dum vento outonal.

A rosa entristeceu,
Perdeu a renda da saia.
E o cravo se comoveu,
É moço de boa laia.

E a flor duma margarida,
Há muito já decepada,
Tombada pelo jardim
Sequinha e alvoroçada.

Cortou-a um gajo tristonho
Pra ler o seu mal-me-quer.
Depois a flor atirou
Pra: seja o que Deus quiser!

Não foi cirandinha alegre
E quase ninguém notou
Que o cravo morreu de dó
E o gajo se suicidou…

João Luiz Vieira de Castro

Rosa Nome 

Rosa
Nome de flor,
Nome de avó,
Perfume de talco
E sabão.

Rosa-flor-canção
De Noel,
A rosa dos píncaros,
De Manoel,
Rosa do meu povo
E de Drummond.

Rosa
Fina flor de tanto enredo,
Cantada em verso
E prosa:
Rosa Silva de Azevedo.

Rosa-flor,
Todas as rosas,
As de devoção e as de vícios,
Menos a rosa atômica
Horrorosa,
Rosa feia que cantou Vinicius.

João Luiz Vieira de Castro
 

O Grilo

 Um grilo faz cricri,
Risca o azulejo.
Cricri de ritmo amigo
Na parede do banheiro. 

Não sei como foi parar
Nesse canto tão remoto.
Grilos sao maleáveis,
Fluentes na língua do dia.

Cricri bem ritmado
Arranhando a solidão
Da noite que inicia.

Se todo inseto tem propósito,
O desse grilo que não vejo
É de riscar o azulejo,
Quebrar a monotonia…

Não, não bem quebrar:
Arranhar. Cricri que se eleva, 
Vem detrás da bacia
E se estraçalha no ar.

João Luiz Vieira de Castro

Quiseras poder ter dizer mil coisas, palavras que dessem razão há tua existência, palavras que te fizessem vibra de emoção e alegria e nem mesmo assim eu conseguiria fazer-te entender o quanto é importante para mim.
Dedico está poesia a minha irmã Fernanda Cunha Gasparini caso alguém a conheça peço que mostre para ela meu endereço de e-mail cgbr@bol.com.br eu sou do Rio Grande do Sul e sou filho de Antônio Carlos Gasparini
PARA VC FERNANDA COM AMOR
CRISTIANO GASPARINI

 

Quantas vezes você já sorriu hoje
 
Quantas vezes você já sorriu para disfarçar uma lágrima teimosa?
Quantas vezes quis gritar e sufocou o pranto?
Quantas vezes quis sair correndo de algum lugar e ficou por educação, respeito ou medo?
Quantas vezes você esqueceu seus problemas e com um sorriso no rosto foi ajudar quem precisava de você?
Quantas vezes tudo o que você desejou era apenas um abraço, um consolo, uma palavra amiga e só recebeu ingratidão?
Quantos passos foram necessários para chegar até onde você chegou?
Quantos de seus amigos sabem olhar pra você e perceber que você não esta bem?e quantos desses "amigos " se importam em te ajudar?
Criticar é fácil, mas usar o seu sapato ninguém quer, vestir as suas dores ninguém quer...

O que posso falar é que agarre as pessoas que você ama e que te amam também e aproveite a companhia delas HOJE...
A coisa mais importante que você possui é o dia de HOJE.
O dia de HOJE, mesmo que esteja espremido entre o ontem e o amanhã, deve merecer sua total prioridade!

Danieli de Lima
danizinhadelima@newage.com.br


 

O PALHAÇO

No espelho de reflexos brilhantes       

A   imagem de um rosto maquiado;

Cores vivas e o nariz arredondado,                       ,    

Olhos inquietos e orelhas gigantes.

 

O espetáculo já vai começar;

Os últimos retoques apressados,

A bengala, os enormes calçados

E um pó colorido para enfeitar.

 

Recinto lotado, olhares ansiosos,

Gritos de vendedores ambulantes:

Pipocas, pirulitos, doces crocantes,

Paçocas e amendoins saborosos.

 

Focos de luz iluminam o picadeiro

E surge a figura alegre do palhaço

 Com piruetas e grande estardalhaço

Como o astro que aparece primeiro.

 

É a alegria que inunda a multidão;

Brincadeiras, malabarismos, piadas...

O circo se expande em gargalhadas,

Corações que vibram de emoção!

 

Momentos de fantasias e  emoções,

Quando o mundo se torna colorido

Sem tristeza, sem dor, sem alarido,

Apenas o pulsar daqueles corações.

 

Ele, agora, é o símbolo da alegria;

O arco-íris dos sonhos da criança;

O carrossel dourado da esperança

Do mundo encantado da fantasia.

 

O palhaço é o orvalho refrescante

Que alivia por alguns momentos

As dores das lutas e dos tormentos

Esquecidos nesse mágico instante.

 

Não importa a sua real identidade

Encoberta pela máscara colorida,

Nem as dificuldades da sua vida

Sob a maquiagem da felicidade.

 

O palhaço tem que sorrir...sorrir...

Mesmo com o coração dolorido

Com tudo o que já tenha sofrido

E a sorte que está ainda por vir. 

 

Mas, quando a jornada terminar

E a velhice for a sua companhia

Lembrará, então, com simpatia

A alegria que ocupou seu lugar.

 

 Autor :   Carlos Eduardo Pinheiro


TERRA

Se tu não existisses
eu te inventaria.
Acho que está na hora
de bater um léro
com aquele cara,
superinteligente,
carinhoso, humilde,
de cabelos longos,
olhos castanhos,
o inventor da Terra,
de Nós, de Tudo.
Para pedir-lhe
emprestado a receita
de como fazer
ou construir este planeta.
Porque sinto como
se um gigante
estivesse segurando-o
entre suas mãos
para quebrá-lo,
como se quebra um ovo,
Só que deste ovo
não cairá clara nem gema,
apenas horror e terror.
Seres humanos esmagados,
sendo jogados para fora
do lar, de seus lares.
Será que ele
emprestará a receita,
a um ser da mesma raça,
igual  àqueles
que estão destruindo,
arrasando...
O que Ele construiu...?
                     Livro: BORBULHOS MENTAIS

Eduardo Meneghelli Junior
edutort@terra.com.br


CLAMOR DA TERRA

----- )

A Terra, ultrajada, se rebela

Contra os seus filhos ingratos

Semelhantes a vis carrapatos

Que a consomem como vitela.

 

 A Terra exaurida, agoniza

Vítima da abjeta ganância

Que em desenfreada ânsia

O Homem mau a martiriza.

 

 A Terra se contorce de dor

Com um lamento pungente

Para enternecer essa gente

Que não conhece o amor.

 

 A Terra envilecida, chora

Relegada à infamante sorte

De ser sentenciada à morte

Que certo virá sem demora

 

 A Terra dilapidada, morre

Exaurida de suas riquezas

E das inigualáveis belezas;

Porém, ninguém a socorre.

 

 A Terra desprezada, clama

Num esforço de desespero

Como u’a mãe no desterro

A procura do filho que ama.

 

 A Terra violentada, sofre

Vertendo lágrimas doridas

De ver as inocentes vidas

Tornadas moedas no cofre.

 

  Contudo, existe um Deus,

O verdadeiro proprietário

Que exigirá um alto salário

Dos arrogantes pigmeus.

 

 

            Autor :  Carlos Eduardo Pinheiro

CAMA

E toda vez que eu te vejo, algo se entende e algo se esquece.
algo me queima e retorna a queimar...
e toda vez que eu te beijo, minha alma sorri, minha alma se esconde e tudo em mim se perde porque me encontro em teus lábios...
e sempre eu te desejo, e nem me obedecer mais eu consigo, e refaço cada detalhe, mesmo precisando continuar novos atos ...
e novamente te toco e minhas mãos perdem o rumo, porque a ponta dos meus dedos já fazem parte do seu corpo...
e quando eu te mordo, meus dentes e vontades descobrem que essa é unica função para que servem...
e quando me chama, me grita e apela, percebo que nunca meus ouvidos serveriam para outra coisa, que não atender a cada pedido seu...
e se ainda sim, eu te vejo e te beijo e desejo e te toco e te mordo e me chama.
é porque ficam vazias minha vida e minha cama quando você não está aqui.

By Poetis@...beijos "D"
FERNANDA CUNHA GASPARINI

MULHERES..

Somos o belo sexo.
Não precisamos usar gravata e podemos sentar de pernas cruzadas.
Se resolvermos exercer profissões predominantemente masculinas somos pioneiras - eles, gays...
Nossa inteligência é compatível com a de qualquer homem, e nossa aparência é melhor.
Se matarmos alguém, e provarmos que foi na TPM, é atenuante.
Nosso cérebro dá conta do mesmo serviço com 6 bilhões de neurônios a menos (ou seja,
nossos neurônios são mais eficientes).
Somos capazes de prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo.
Sempre sabemos onde estão as meias.
Mulher de presidente é primeira-dama; marido de presidenta é um zero à esquerda,
mesmo que seja da direita.
Se casarmos com o herdeiro do trono, seremos rainhas; se um homem casa com a
herdeira do trono, será o marido da rainha.
Se somos traídas, somos vítimas; se traímos, eles são cornos.
Somos a estrela no casamento.
Somos nós que somos carregadas na noite de núpcias.
Somos nós que decidimos quanto à reprodução.
Sentimos o bebê mexendo.
Amamentamos.
As crianças sempre dizem mamãe primeiro.
Sempre estamos presentes no nascimento dos filhos.
Sempre sabemos que o filho é nosso.
Temos 4 meses de licença maternidade.
Exame ginecológico é mais agradável que exame de próstata.
Alguém já ouviu falar em MUSO inspirador?
Não pagamos a conta. No máximo rachamos.
Não precisamos abrir potes de conserva, nem trocar lâmpadas.
Vivemos mais.
Somos mais resistentes a dor e a infecções.
Temos menos problemas cardíacos.
Suamos menos.
Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas.
Temos prioridades em botes salva-vidas.
Não investigamos barulhos suspeitos à noite.
Todo homem já apanhou de uma mulher, nem que tenha sido da mãe.
Somos mais sensíveis.
Mulheres que moram sós comem melhor.
Temos um Dia Internacional.
E, por último, fazemos tudo que um homem faz, e de salto alto!
SOMOS MESMO MARAVILHOSAS..
Sem sombra de dúvidas.
Desejo a todas as Mulheres, Parabéns pelo seu Dia....
E a todos os homens... que reconheçam quão importante nós somos...
.. 

Roseli Pires


E ELA DANÇA NO CINEMA

Ela desconfia do futuro
Mas confia no escuro
Cabeça feita, com alguns problemas
Que me fala ao telefone
E ela dança no cinema ...
E foge da ilusão
De uma simples declaração
Seu ascendente é Leão
Toda de azul no vestido
Azul que me entretém
Me alimenta, me atormenta
E viro seu refém
E a levo pra casa
Pra lhe beijar a boca
E lhe tirar a roupa
Cena de cinema
Em que ela dança no escuro

MAX ALVES


"O Amor e a Amizade surgem quando aprendemos à admirar as qualidades e respeitar os defeitos de uma pessoa que, com sua simples presença nos faz crescer e sentir ESPECIAL."
Edson da Silva

Parabéns Joinville

Tu possui a bandeira que representa a 
paz, prosperidade, criatividade e união por
outro lado buscando sempre a melhor qualidade...

Parabéns Joinville

Pelos teus heróis fundadores e o orgulho de
todos os joinvilenses pelos milhares e empregos
em que foram criados...
E que ficou na memória, na alma, no coração 
em cada um e nós joinvilenses...

Parabéns Joinville

Tu és  conhecida como cidade das bicicletas,
e cidade das Flores e hoje há uma
população com mais de quinhentos mil atletas.

Parabéns Joinville

Tu és a cidade dos Príncipes e das Princesas
Tu és a cidade Capital Mundial da dança
Tu és uma fonte de arrecadação de impostos
Tu és considerado o Rei das Indústrias e
a Rainha do Progresso.

Parabéns Joinville

Da união do Caxias F.C. com o América F.C nasceu o Joinville E.C. no dia 29/01/1976
O Caxias F. C. de tantas conquistas no passado, reacendeu no presente.
Com a relação ao América F. C. não poderá ser diferente.
O JEC no mesmo ano que nasceu ganhou o 1º Campeonato Estadual.
E de 1978 a 1985 foi genial! Conquistou todos os Campeonatos Estaduais.
E no ano de 2000 e 2001 conquistou dois títulos Estaduais seguidos.

Parabéns Joinville

Em cada estabelecimento de ensino uma Orquestra formada e me cada sala de aula a presença de um maestro.

Parabéns Joinville

Em cada  museu aqui criado atribui um significado, e em cada objeto exposto, o nosso passado que indica um aprendizado, que é a válvula de escape para o pesente.

Parabéns Joinville

Pelo teu corpo de voluntários heróis no passado, e no presente de prontidão sempre.
Em cada instante pode ser um sinal de saída, em ritmo acelerado para resgatar vidas.
Em cada ação é uma história.
Em cada história tornou-se um presente e que se identifica com o futuro.

Parabéns Joinville

Em cada ponto turístico a semente de tua gente que evolui contentemente, e com a raiz do passado,  trouxe este belo presente que hoje produz naturalmente.

Parabéns Joinville

Pela famosíssima Escola de Balé Bolschoi que representa para a nossa cidade um patrimônio Cultural Mundial.

Parabéns Joinville

Pelas tuas instituições de Cultura, com destaque para o Teatro Juarez Machado, onde foi homenageado a esse artista Joinvilense, que tornou-se símbolo com os espetáculos ali apresentados.

Parabéns Joinville

A. Flores
Antônio Flores, 52 anos
Joinville / SC - Rua da Papoulas, 36 - Iririú

 

A casa ta capenga

A casa ta quebrando
Um dia a goteira aumenta
E o pingo d'água vai me molhar
E eu vou gritar de glória
Desde que não molhe o violão

A madeira o cupim vai tomar
E ela vai ceder até o chão
Que não vai agüentar e quebrar
E nesse dia a casa cai
Desde que não quebre o violão

Vocês podem ir com a casa abaixo
E nesse dia a máscara cai
Desde que não suje o violão

E é nesse dia que eu lavo minha mão
Torço pro tijolo apodrecer
Pressinto que o teto já é fraco
Sinto que o quebrado já quebrou
Desde que não queime o violão

Vocês vão comer na nossa mão
Desde que não babem no violão

Juliano Pfutzenreuter
juliano.vlm@bol.com.br


DUAS

Ora sou eu
Uma em duas
Vivo numa
Amo n'outra
Sou eu
Sou outra

Dois corações
Dentro de mim

Revelação

No papel
Me exponho
Feito fratura

Supero elos
            egos
            ids
   superegos

        Dentro de mim
          o
             a
                 b
                     i
                         s
                             m
                                  o
                                      s
                                          e
                                              m
                                                    f
                                                         i
                                                             m

Não sei qual
             sobreviverá

Liliane Jarschel
dpg@furb.rct-sc.br

Liberdade

Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa
Colaboração: Leila P. Torres
fej7lpt@joinville.udesc.br


 E SE FOR???

Se for para enganar, que seja o estômago.
Se for para esquentar, que seja no sol.
Se for para chorar, que seja de alegria.
Se for para mentir, que seja só a idade.
Se for para roubar, que seja um beijo.
Se for para perder, que seja o medo.
Se for para cair, que seja na gandaia.
Se for para ser feliz, que seja o tempo todo.
                                    
Pâmela P. P.


  Tempo, Vida, Música e Emoção no embalo do abraço

 A vida surge de repente,
se situa no espaço sideral,
se celebriza e eterniza
com jeito triunfal.

Mergulha no tempo
que passa célere, veloz.
Em metamorfoses diversas
segue na luta atroz.

Tem jeito de vento
que beija, sacode e passa,
deixa marcas e rastros,
derruba e abraça.

Tempo e vento
fiéis se entrelaçam,
na corrida espacial
se unem e abraçam.

Por onde passam
culturas difundem e colhem,
jeitos diferentes
surpresos recolhem.

Jeitos românticos, suaves,
comportados, equilibrados,
irreverentes, agitados,
emocionados, extasiados.

Sons, poesia, música
em vasta expressão emocional
e mágicos manifestos
na linguagem verbal e corporal.

A sabedoria divina
semeia cores, música, harmonia
no tempo e espaço
e compõem a emocionante sinfonia universal

Irmã Cléofa Hoepers
Poesia fio condutor na apresentação do Grupo de Dança do Colégio dos Santos Anjos, Joinville, SC, no 19o Festival de Dança de Joinville.


Mulher - Mãe
Que sensibilidade tem essa mulher?
Que sensibilidade é essa que em profundo sono ao perceber o menor gemido e desconforto da criança, ela inexplicavelmente acorda?
Que sensibilidade inexplicável! no meio da multidão, bem ao longe, sem ninguém vê-lo, somente consegue avistá-lo!
Que sensibilidade estranha...Ele poderá ser um bandido, um vilão repudiado por todos, porém ela nunca o rejeitará, o acolherá e o aceitará amorosamente.
Essa sensibilidade é estranha e inexplicável, mas tão maravilhosa, tão forte, que torna-se

Fonte Natural e origem para a criação!
Farol do mundo e luz para nossa vida!


Extraído do CD Poético: "Uma Luz" de
Fernando Alves
(0xx1) 66217620

MAR

Salgadas águas,doces sensações;
belos romances nele vividos.
O luar como silencioso companheiro.

Histórias de marinheiros,
dissabores e alegrias,
lembranças de um tempo esquecido.

Flora e fauna diversificadas,
mostrando a vida em variedade,
uma realidade que se move como as ondas.

Em todas as horas,
tão grande quanto companheiro,
quem poderá viver sem ele?

Nelson Berndt, 37 anos
nelsonberndt@ibest.com.br
Joinville/SC - Rua Timbó, 1745 - América






Este sítio: www.ovizinho.com.br
[Topo da Página] [Principal] [Busca Interna]  
[Anuncie Aqui] [Contato] [Informações e Negócios]
© 2000. Jornal
O Vizinho® / Bureau de Comunicação e Eventos Ltda. Vide notas.

Melhor visualizado em IE5, com vídeo true color, 800x600.

Fim da Página