Jornal O
Vizinho - Ano III Nº 10 03/1998 |
AS VANTAGENS DA MELANCIA
A melancia é originária
da Índia e foi trazida para o Brasil, no século 17. É uma planta rasteira, que se
adapta melhor a clima quente e solos profundos. Pode ser semeada nos meses de abril e maio
ou agosto e setembro. A colheita se dá aproximadamente três meses após o plantio. Mas,
além de ser uma fruta de fácil cultivo, a melancia, de acordo com a revista "Vida e
Saúde", é diurética e serve para hidratar o organismo, lavar o estômago e ainda
facilita o trabalho dos intestinos.
PROPRIEDADES
A melancia contém fósforo, cálcio, ferro, calorias, proteínas, gorduras, carboidratos
e vitaminas A, B1, B2, B5 e C. Muito apreciada pelas pessoas por ser bastante
refrescante, é melhor ser ingerida separadamente, pois não combina com outros alimentos,
sólidos e líquidos. Segundo o livro: "As Frutas na Medicina Doméstica", do
pesquisador A. Balbach, a melancia é recomendada para combater uma série de distúrbios
orgânicos. Pelas suas propriedades diuréticas, é indicada nos caos de reumatismo, nas
ascites e nas obstruções renais. A água, que ela contém, provoca descargas de ácido
úrico.
INDICAÇÕES
Através da água contida na fruta, os filtros renais são limpos, tendo um
melhor funcionamento. A melancia ainda atua lavando o estômago e os intestinos, evitando
as prisões de ventre. Para quem sofre de enfermidades das vias urinárias, é recomendado
o suco de melancia, principalmente quando houver febre. É também indicada a quem sofre
de dores e gases intestinais, afecções das vias respiratórias, bronquites crônicas e
catarros pulmonares. Seu uso em abundância cura enfermidades da pele. As sementes, se
trituradas, aliviam as dores causadas por ferimentos. As sementes tem o poder de dilatar
os vasos capilares, reduzindo a hipertensão arterial.
VOCÊ SABIA QUE FUMAR ENFRAQUECE ?
Os fumantes adultos, na faixa considerada entre 40 e 50 anos, têm substancialmente acelerado o declínio natural de aptidão física, segundo pesquisa realizada na Noruega durante sete anos, envolvendo 1.393 homens. Os problemas envolvendo o aparelho respiratório causados pelo fumo já eram conhecidos, mas os efeitos a longo prazo sobre a capacidade física só foram comprovados agora.
ENGOLIR CHICLETE FAZ MAL ?
Sempre ficamos em dúvida quanto aos riscos. Algumas pessoas dizem
que faz mal e outras afirmam ser indiferente. Mas, a verdade é que não vale a pena
arriscar. De acordo com o gastroenterologista Thomaz Gollop, do Hospital Albert Einstein,
em São Paulo, mascar chiclete não está entre os hábitos alimentares mais saudáveis. A
mastigação estimula o organismo a produzir enzimas digestivas, e como elas não tem o
que digerir, ficam lá perdidas no estômago. E como a mucosa do estômago é muito
sensível pode até ser machucada. Quanto à engolir chiclete, não faz mal, mas também
não é a melhor opção.
O chiclete é formado por dois grupos de compostos. um deles é constituído por açúcar,
corante, aromatizante e conservantes, sustâncias que são absorvidas pelo estômago. No
outro grupo, há látex, que é parecido com borracha mesmo. quando este composto cai no
estômago, não se pode fazer nada. Nenhuma das enzimas produzidas lá, é capaz de
destruí- lo. Resta apenas mandar a goma para o intestino eliminá-la. não há problema
em a pessoa engolir um chiclete. Só ocorrerá riscos se engolir três ou mais, porque a
massa ficará muito grande e poderá obstruir a saída do estômago ou do intestino.
FIQUE ATENTO AO PÂNICO
Doença rara a três décadas, a Síndrome do Pânico, é
certamente, uma das mais freqüentes da procura a psiquiatras e psicoterapeutas. A razão
para o aumento no número de casos ainda é desconhecida e entre todas as hipóteses, a
mais provável é que ela esteja diretamente ligada aos casos de stress, cada vez mais
comum.
Pânico é uma forma severa de transtorno ansioso, com crises recorrentes, de início
súbito, definiu um artigo publicado pela revista "Vida e Saúde". Os sintomas
mais freqüentes são tonturas, angústias, naúseas, tremor, medo de morrer, ondas de
calor ou calafrios, desmaios, medo de ficar louco, medo de rua, de andar de ônibus, de
perder o controle, medo de locais movimentados como bancos e supermercados, dor no peito e
palpitação. É bom lembrar, porém, que caso alguém apresente rês ou quatro
destes
sintomas, isto não quer dizer que esteja doente. O quadro clínico deve ser diagnosticado
por um profissional qualificado. Sabe-se também, que atualmente já existem
tratamentos eficazes e que a Síndrome do Pânico está associada a uma disfunção dos
neurotransmissores, ocasionando uma elevação na sensação de medo, que controlada, pode
ser considerada uma sensação normal.
03/1998
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