Nesta edição:
Três
gerações vivem na Vigorelli

Mauro Luiz Araújo com a filha Emanuela, a terceira geração da
família Magalhães que vive na Vigorelli
Conhecida como a praia
dos joinvilenses, o futuro das famílias que vivem na Vigorelli ainda é uma
incógnita. Há aproximadamente dez anos ação judicial pretende retirar os
moradores do local que é área de proteção ambiental. A família Magalhães,
uma das primeiras a se instalar na região, já está lá há 33 anos. O pescador
Edgar Monteiro Magalhães é proprietário do Nito’s Bar, que na alta temporada
gera 12 empregos diretos e mais oito indiretos. Segundo o genro, Mauro Luiz
Araújo, 41, casado há 15 anos com Mônica Ignez Magalhães, 33, nos
fins-de-semana dos meses de verão o local recebe até oito mil visitantes.
“São nove lanchonetes e várias marinas”, explica.
A mulher de Araújo trabalha com os pais desde menina. A trajetória dela se
repete com uma das filhas do casal. Gabriela Magalhães Araújo, 11, ajuda a
mãe e os avós no caixa, como fazia Mônica que atualmente gerencia o
restaurante. O marido, que viveu quase cinco anos nos Estados Unidos,
estimulado pela companheira começou a investir na construção da marina. Há
15 anos, dezenas de embarcações são mantidas no local para o deleite de
turistas e praticidade de pescadores de Joinville e de outros estados.
Na família Magalhães já são três gerações que empreendem e vivem no local.
Segundo Araújo, outros investimentos poderiam melhorar ainda mais a
infraestrutura para receber turistas que vêm de vários países e
principalmente joinvilenses. “Mas essa incerteza do que a justiça vai
decidir sobre as quase 500 pessoas que moram aqui é impeditiva”, lamenta o
empreendedor.
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