Nesta edição:
Joinvilense é empresário nos EUA

João Luiz Vieira de
Castro, 45 anos, o poeta jardineiro, é apaixonado por obras de arte sacras
Às vésperas de completar
30 anos, João Luiz Vieira de Castro decidiu se arriscar como outros milhares
de brasileiros: foi morar nos EUA para fazer o “pé-de-meia”. Quinze anos
atrás entrou no país com o visto de turista no passaporte válido por seis
meses. Renovou para mais seis meses e depois morou por alguns anos na
clandestinidade. Agora, Castro tem dupla cidadania e mora na região
metropolitana da capital norte-americana, Washington, em Takoma Park, no
estado de Maryland.
Ainda na ilegalidade ele conseguira carteira de motorista e o número do
Seguro Social. “Depois do atentado de 11 de setembro de 2001, as coisas
mudaram muito. As dificuldades para ter esses documentos, que permitem ter
emprego e assistência pública como saúde, aumentaram ainda mais com a crise
econômica”, avisa o empresário àqueles que pretendem repetir a façanha dele.
Durante os dois primeiros anos ele trabalhou empregado numa empresa de
jardinagem. Percebeu que tinha competência e, acima de tudo, disposição para
trabalhar como autônomo.
Com a Girasol Unique Gardens & Ponds (www.girasol-gardens.com)
gera emprego para até mais cinco pessoas e atende principalmente o setor
público. O joinvilense que tem a família morando no Bairro Boa Vista, com o
que já ganhou nos EUA comprou alguns terrenos na praia de Enseada, construiu
uma casa de praia para a mãe e um belo sobrado com piscina para ele. A
decoração contempla várias obras de arte sacras.
A especialidade de Castro é produzir jardins com fontes e lagos. Todos os
anos ele vem para o Brasil e fica 45 dias de férias. O jardineiro
empreendedor diz que sentiu muito pouco a atual crise nos EUA e não tem
perspectivas de voltar para cá. Ele se assusta com a burocracia excessiva e
a pesada carga tributária e de encargos trabalhistas do nosso país. “Eu acho
que não conseguiria empreender aqui. Lá é tudo muito mais fácil, organizado
e rápido. Em uma semana você abre uma empresa”, exemplifica.
Quando morava em Joinville, Castro costuma escrever e recitar poesias nas
praças. Agora, tem publicado algumas no “Espaço do Leitor” do Jornal O
Vizinho (JOV). Nesta edição, duas. As demais, já publicadas em edições
anteriores, estão no link de “Poesias” do sítio
www.ovizinho.com.br
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