Nesta edição:
Garuva devolveu a saúde a agente ambiental

José Alves mora em Garuva há três anos
Problemas de saúde
deixaram José Alves de cama há poucos anos. Grave doença preparava a família
para o pior. Ao vê-lo agora empurrando a carrinhola em busca de reciclados
por toda a cidade de Garuva é difícil acreditar que esse simpático e alegre
senhor já tenha feito lágrimas verter dos familiares preocupados com a sua
saúde. “Minha saúde melhorou muito aqui em Garuva”, diz o aposentado de 66
anos que ainda trabalha para complementar a renda familiar.
Ele, a mulher, Rosenda Ribeiro Alves, 62 anos e uma filha deficiente moram
numa casinha construída nos fundos do terreno de uma das filhas, à Rua
Carlos Borgenhause. Há quase dois anos, Alves levanta cedo e caminha vários
quilômetros todos os dias coletando papelão, vidro, ferro, plástico. O que
para muitos é lixo, para ele é fonte de renda.
José Alves não sabe ler nem escrever. “Tive que trabalhar muito desde menino
e meus pais não puderam me botar na escola”, explica. Durante 45 anos
trabalhou em indústrias. Numa delas, em Ponta Grossa, PR, por 26 anos. Ele
nasceu naquele estado, na cidade de Tibagi, perto da divisa com São Paulo.
Agora, não consegue emprego. “Já estou velho para ser contratado. Serviço
para limpar bananal tem; mas, é perigoso. Já me falta um pouco a vista e tem
bicho venenoso no mato. Então só me resta esse trabalho”, diz.
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