Jornal O
Vizinho - Ano XVIII Nº
694
- 07/2009 |
A doença mais temida pelas mulheres
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê o surgimento de aproximadamente 50 mil novos casos da doença por ano no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em média 10 mil mulheres morrem anualmente em conseqüência do câncer de mama
A doença mais temida
pelas mulheres é o câncer de mama. Uma em cada dez é vítima. A retirada de
um seio é tida como mutilação física e emocional. Para as mulheres que
buscam o tratamento aos primeiros sinais da doença a cura pode atingir até
93%. Nem sempre a dor mamária é sintoma da doença. Apenas 7% das mulheres
que têm dor na mama, têm câncer, e apenas 20% dos nódulos ou caroços são
sintomas da doença, mas somente o médico pode assegurar o diagnóstico,
portanto, o exame preventivo deve ser de rotina.
Vergonha injustificada
Segundo a Rede Feminina de Combate ao Câncer, o medo, a vergonha e a
desinformação são os principais fatores que retardam a ida da paciente ao
médico, o que torna a cura mais difícil. Mulheres que têm casos na família
(avó ou tia materna, mãe ou irmã com câncer de mama antes dos 50 anos)
compõem o “grupo de risco”. Alimentação rica em gordura, o consumo freqüente
de bebidas alcoólicas e o hábito de fumar também são fatores de risco. Da
mesma forma mulheres com menopausa tardia ou de longa vida menstrual. Outras
doenças aumentam as chances do câncer de mama, entre elas a hipertensão,
diabetes, obesidade e o estresse emocional.
Para quem tem histórico familiar, os exames preventivos devem ser frequentes.
A empresária Fabiane Carvalho, 32 anos, tem mais duas irmãs com 28 e 27 anos
respectivamente, e um caso de câncer de mama na família. As jovens mulheres
são ainda mais cuidadosas e fazem exames a cada seis meses.
Sintomas da doença
A presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Joinville, Riele
Manteufel Moreira indica que os exames devem ser rotineiros a partir de
quando a mulher inicia a atividade sexual. Alguns sinais anormais devem ser
imediatamente diagnosticados: Saliência ou abaulamento da pele da mama;
retração ou desvio do mamilo; caroço duro na axila; edema no braço de origem
desconhecida; nódulos, caroços ou zonas endurecidas entre outras alterações
são motivos de sobra para procurar o médico.
Parte da prevenção se faz com alimentação pobre em gorduras e rica em
vegetais e fibras. Praticar meia hora de exercícios físicos diariamente
reduz os riscos em 40%. As mulheres mastectomizadas (que retiraram o seio ou
parte dele) precisam de muita compreensão dos seus companheiros, da família
e dos amigos além dos serviços de reabilitação.
Três décadas
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Joinville, fundada em 21 de julho de
1980 tem como foco principal do seu trabalho o atendimento ambulatorial, que
consiste na prevenção do câncer de colo de útero e o diagnóstico precoce do
câncer de mama. A entidade tem propiciado principalmente a mulheres
socialmente carentes a oportunidade de atendimento rápido, eficaz e
totalmente gratuito, bem como encaminhamento oncológico e/ou ambulatorial
imediato e o apoio necessário para as que apresentam anomalias nos
diagnósticos, incluindo o psicológico.
Voluntariado competente
Atualmente, a Rede tem 65 voluntárias e sete profissionais contratados,
entre eles três médicos e duas enfermeiras. Parte da sustentação econômica
vem de convênios e doações que são vendidas no brechó, como roupas e sapatos
e outros objetos em excelente estado. “Tem muita coisa boa”, diz a
presidente. No próximo dia 25 de julho acontece a tradicional feijoada que
conta com o apoio da RBS, do Ceaj e do Angeloni entre outros parceiros.
Profissionalismo: essa tem sido a regra na Rede Feminina de Combate ao
Câncer de Joinville, uma das mais reconhecidas e respeitadas entidades da
região. Tal credibilidade permitiu a conquista de um terreno doado pela
prefeitura em 2002. Quatro anos depois a sede própria foi inaugurada à rua
Borba Gato, 26, bairro Atiradores, fone 47 3026-6506. Na internet o sítio é
www.geocities.com/rfccj/index.htm. O endereço eletrônico:
rede.joinville@yahoo.com.br.
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SUS garante exame Desde abril deste ano, Lei Federal garante
às mulheres a partir dos 40 anos a realização do exame de
mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mamografia é um
tipo de radiografia especial. De acordo com o FDA, órgão norte
americano de vigilância sanitária, a mamografia pode detectar um
câncer de mama dois anos antes de ele ser palpável. É bom
lembrar que homens também podem desenvolver o câncer de mama. |