Jornal O
Vizinho - Ano XVIII Nº
692
- 06/2009 |
OAB decide recorrer ao Ministério Público contra Câmara de Vereadores de Joinville
Surpresa com a aprovação
“na calada da noite”, a OAB diz que pretende reverter decisão “antidemocrática”
de aprovação do Conselho da Cidade pela Câmara de Vereadores de Joinville - CVJ:
“Vamos ao Ministério Público pedir uma Ação Civil Pública, analisar todo o
procedimento legislativo, trazer à luz as ilegalidades e impedir que entre em
vigor, pois a audiência pública, da forma como foi conduzida fere frontalmente a
Constituição Federal”, afirma Mariluza Brenneisen, vice-presidente da OAB
Subseção Joinville
Na
última audiência pública realizada pela CVJ que discutiria a criação do Conselho
da Cidade, no início do mês de junho, houve unanimidade no descontentamento dos
representantes da sociedade civil organizada bem como de munícipes em suas
manifestações na plenária. Os protestos apontavam a insignificante participação
popular que reunia na platéia da CVJ pouco mais de 30 participantes.
Durante o evento, o vereador Lauro Kalfels (PSDB), disse que basta a
participação dos vereadores nas audiências públicas: “Há desinteresse social,
deve ser cultural, não sei. Mas, os vereadores são os legítimos representantes
da sociedade joinvilense”. A vereadora Dalila Leal (PSL), que presidia a
Audiência Pública, se não culpou a falta de interesse dos cidadãos joinvilenses
foi enfática: “A culpa é da imprensa que não divulga”.
Entre os poucos presentes, a vice-presidente da OAB por duas vezes fez
intervenções destacando a insatisfação da comunidade. “A OAB requer a revisão de
todo esse procedimento. Está falhando a legalidade na sua plenitude”, acusou
Mariluza Brennesein, por conta também das denúncias de “alteração de gabinete”
do documento que criou o Plano Diretor de Joinville na gestão de Marco Tebaldi.
IPPUJ defende com provocações
Segundo o presidente do IPPUJ o Conselho da Cidade já fora aprovado e o debate
agora seria apenas para a regulamentação. “Não dá mais para mudar”, afirmou Luiz
Alberto de Souza que fez defesa provocativa de todo o processo: “Porque não
denunciaram quando o Plano Diretor foi aprovado? Porque só agora vêm dizer que
não tem legitimidade?”. No calor do debate, Souza disse que é preciso ter
responsabilidade e humildade para saber quando se ganha e quando se perde: “Os
que não aceitam vêm agora no segundo tempo, nos acréscimos, no tapetão tentar
mudar o jogo”.
Representante do Centro de Engenheiros e Arquitetos – Ceaj Joinville afirmou que
o Plano Diretor de Itajaí foi derrubado “por falta de participação popular” e
que o Ministério da Cidade determina que o Conselho da Cidade seja composto por
60% de representantes da sociedade e 40% do poder público. Em Joinville a
proporção é paritária, mas quem vai comandá-lo é o presidente do IPPUJ;
portanto, o poder público tem a maioria: oito representantes; a comunidade,
apenas sete.
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O Conselho da Cidade será um órgão propositivo, consultivo e deliberativo em matéria de política urbana relativa ao planejamento municipal. Este novo órgão deverá acompanhar a execução do Plano Diretor, propor a edição de normas urbanísticas, emitir pareceres sobre as leis complementares do Plano Diretor, acompanhar a execução de projetos urbanos e rurais, zelar pela integração política setorial, avaliar as omissões e contradições das leis urbanísticas e sugerir políticas desta ordem à Câmara de Vereadores. |