Jornal O Vizinho - Ano XVIII – Nº 684 - 04/2009
Região 10 - Guanabara, Fátima e Adhemar Garcia
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

 

Primeiros sintomas de “doença” escondiam gravidez inesperada aos 45 anos

                   

Eliane de Souza Rafael é psicóloga e policial civil

          

            Ana Clara tem apenas dois anos de idade. A mãe, Eliane de Souza Rafael, 48. Os outros dois filhos, 26 e 21 anos. No meio de um tratamento de saída da menopausa, médicos e paciente ficaram atônitos quando só no quinto mês descobriram que os sintomas do que parecia ser uma doença tratava-se de gravidez. “Foi a melhor surpresa da minha vida”, diz a psicóloga. Segundo ela, os outros dois filhos que já estavam “deixando o ninho” atrasaram o “voo solo” para curtir a irmãzinha que viria. “Foi um acontecimento que mudou a nossa vida”, diz, sorridente, a mãe de Ana Clara.

Voluntariado com profissionalismo
Apesar da filha “temporona”, Rafael tem conciliado os desafios de mãe, os cuidados com o lar, a atividade profissional - sempre de risco e muita tensão – com a prática do voluntariado. Realizar palestras e ministrar cursos tem sido parte desse desafio. Por conta disso, decidiu buscar ajuda para tornar o mais profissional possível o que faz como doação comunitária. Desde então, a psicóloga reconhece que suas palestras melhoraram. “Aprendi o quanto o corpo fala e leio isso nas pessoas que me ouvem. Assim, percebo quando preciso explicar melhor, por exemplo, pela expressão corporal delas na platéia”, explica.


Bom orador fala pouco e ouve mais
Essa “sensibilidade” também acontece na atividade profissional como escrevente na Delegacia de Proteção à Mulher, Criança e do Adolescente. Todos os dias, vítimas da violência, principalmente de membros da própria família, procuram a delegacia. Rafael redige o Boletim de Ocorrência (B.O.).  Entre os ensinamentos do Clube de Oratória: Um bom orador é aquele que, primeiro, sabe ouvir. “Por isso, Deus, na Sua sapiência – para quem nEle acredita – deu ao homem dois ouvidos e uma boca”, dizem os instrutores do Curso de Oratória e Liderança. A policial civil confirma isso na prática. Muitas vezes, nem B.O. é registrado. Ouvir atentamente, com expressões corporais que “conversam” sem palavras com o reclamante, tem sido o suficiente para aliviar a dor de alguns que vão à delegacia. “Muitos só precisam ser ouvidos para eles próprios resolverem seus problemas. Um desabafo pode ser a solução. Mas, quem está do outro lado precisa saber ouvir”, explica a psicóloga.


Clube de Oratória lança novo curso

A funcionária pública estadual acredita que o serviço público melhoraria muito se o Estado investisse em mais qualificação profissional. “Cursos como os do Clube de Oratória e Liderança deveriam ser feitos por todos que precisam trabalhar com o público”, opina. Agora, ela pretende fazer mais um investimento nessa área. O COL Joinville acaba de lançar o Excelência em Comunicação – Curso de Especialização em Oratória com Ênfase em Liderança. Com início previsto para o mês de julho e término em dezembro, é ideal para quem já fez o Curso Básico de Oratória e Liderança com Ênfase na Desinibição, de 20 horas, ou já atua em atividades de oratória e liderança. O novo curso tem 90 horas e acontece aos sábados. Prevê prática em estúdios de rádio, televisão e também de palco com dramaturgia e teatro. Profissionais e especialistas em jornalismo, fonoaudiologia, psicologia e diversas áreas da comunicação humana e apenas 25 alunos por turma terão acesso ao curso que deve acontecer apenas de dois em dois anos. Interessados nos cursos têm mais informações pela internet no sítio www.clubedeoratoria.org.br.


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