Jornal O Vizinho - Ano XVIII – Nº 697 - 08/2009
Região 5 - Saguaçú, Bom Retiro e Santo Antônio
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

Notas   

Brian de Catuha  

Intolerância religiosa
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa entregou mês passado ao presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Martin Uhomoibai, e à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial relatório que diz existir uma "ditadura religiosa" promovida pelos neopentecostais no Brasil. O documento aponta a Igreja Universal do Reino de Deus como propagadora da intolerância religiosa no país, incitando a perseguição, o desrespeito e a "demonização", especialmente da umbanda e do candomblé.
O documento relata mais de uma dezena de casos no Rio de Janeiro, além de três vítimas que vivem ameaçadas e outros dez casos de intolerância religiosa em outros quatro Estados.

Assembleia de Deus oficializa apoio a deputado
A Assembleia de Deus tem cerca de 255 mil seguidores em 181 cidades catarinenses. Em recente Convenção Estadual seus fieis decidiram oficializar o apoio da igreja ao deputado joinvilense Clarikennedy Nunes (PP). Membro desta congregação desde que nasceu, o deputado sempre contou com o apoio da igreja. Segundo a assessoria de Nunes, “os pastores da Assembleia de Deus acompanham o trabalho de Kennedy desde que este ingressou na política e acreditam que essa aproximação trará frutos para ambos, já que o deputado tem-se mostrado um grande defensor das causas cristãs”.
Alguém perguntou para Jesus se Ele concorda?

Coisa de índio
Quando os europeus chegaram ao Brasil, a partir de 1500, eles ficavam chocados com os “hábitos selvagens” dos nossos índios, entre eles o de tomar um ou mais banhos todos os dias.
Ao se visitar o Palácio de Versailles (
www.chateauversailles.fr), em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros. Na Idade Média, não existiam escovas de dentes, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico. As excrescências humanas (merda em bom português) eram despejadas pelas janelas do palácio. Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.
Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).

Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas "usados" como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existiam banheiros.
Por lá, os banhos ainda não são freqüentes como fazemos por aqui.


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