Jornal O Vizinho - Ano XVIII – Nº 692 - 06/2009
Região 14 - Morro do Meio, Nova Brasília, Jativoca e Floresta
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

Notas   

Brian de Catuha  

A vez das pequenas empresas na prefeitura
A Secretaria de Integração e Desenvolvimento Econômico (Side) de Joinville tem novo gerente na Unidade de Integração e Desenvolvimento Econômico: Raulino João Schmitz. Ex-presidente da Ajorpeme e do Clube de Oratória e Liderança (COL), Schmitz assume com a responsabilidade de defender os interesses das micro e pequenas empresas. Reduto do PP na prefeitura de Joinville, a Side é comandada pelo ex-deputado Eni Voltolini.
A trajetória de liderança do empresário é a maior aposta da Ajorpeme na prefeitura que ainda premia com a quase totalidade das suas compras as grandes empresas e deixa às moscas a maior força geradora de empregos e renda deste país: as micro e pequenas empresas.

Senado patético I
Lamentável que o senado brasileiro venha se confirmando ambiente da politicagem, da maracutaia e enorme sorvedouro de dinheiro público pelas negociatas pessoais de alguns dos seus caciques. A imprensa tem recebido de bandeja denúncias que facilmente se comprovam verdadeiras e praticadas por “ilibados” senadores. O discurso do ex-presidente da República e senador José Sarney (PMDB) argumentando que ele “não pode ser tratado como qualquer um” em meio às denúncias de atos dele e de seus amigos que beneficiam parentes foi patético. Não é a primeira vez que o presidente do Senado é pego com a “boca na butija”.

Senado patético II
Poucas semanas antes o mesmo senador e mais três amigos foram denunciados pela imprensa que recebiam irregularmente o pagamento de auxílio-moradia do Senado. Ele se fez de desentendido e afirmou – sem ficar vermelho - “não saber” que recebia todo mês uma “bolada” na sua conta bancária para ajudar no aluguel. Garantiu que vai devolver em suaves prestações quase R$ 80 mil, de auxílio ilegal desde maio de 2007, pois tem imóveis próprios na Capital Federal e não paga aluguel. A presidência de Renan Calheiros também foi uma ode à desmoralização desta casa que deveria ser reduto de bons exemplos.

Senado patético III
A descoberta de “atos secretos” denunciados pela imprensa resultou num levantamento feito por técnicos do próprio Senado que encontrou cerca de 600 decisões que não foram publicadas. Há mais de dez anos os atos administrativos “secretos” nomearam parentes, amigos, criaram cargos e aumentaram salários. Depois do neto e de duas sobrinhas de Sarney, alojados em gabinetes de senadores amigos, apareceram uma prima e uma sobrinha de Jorge Murad, marido da filha de Sarney, a ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).

Senado patético IV
Por unanimidade, os deputados catarinenses aprovaram moção apresentada pelo líder do PP, Joares Ponticelli, pedindo o afastamento do presidente José Sarney, enquanto são apuradas as denúncias dos sucessivos escândalos que abalam as estruturas daquela casa.

Senado patético V
Para mostrar outra imagem, o Senado quer lançar mão de ferramentas de marketing que tentam “vender” uma imagem positiva daquele órgão. Por enquanto, a campanha não deve sorver verbas específicas já que será veiculada nos veículos de comunicação e espaços públicos.
Mas, esses veículos e espaços públicos são mantidos com dinheiro público, portanto, mais uma gastança para criar uma imagem maquiada do desacreditado Senado por causa de alguns que, sob o rigor da lei, têm praticado atos criminosos. Vergonhoso!


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