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Irresponsabilidade da Câmara de Vereadores
Como
você foi a única "imprensa" presente "na Audiência Pública (se é que se pode
chamar assim) de criação do Conselho da Cidade" e, é o único que está tornando
público o descontentamento dos interessados em uma Joinville com futuro melhor,
sugiro que visite o link abaixo e entenderá o tamanho da irresponsabilidade da
Câmara de Vereadores de Joinville, cujos "nobres" representantes do povo, agem
como quem tem medo de que o Conselho da Cidade se transforme num crítico, com
aval público, das suas decisões interesseiras e nem sempre nos interesses de uma
Joinville melhor.
http://www.cidades.gov.br/conselho-das-cidades/conselhos-municipais/orientacoes-para-a-criacao-dos-conselhos-da-cidade-nos-municipios?searchterm=conselho+da+cidade
Abraços. Atenciosamente,
Mário Cezar da Silveira
Gostaria de externar um breve comentário sobre a matéria "Lama contaminada de rio pode se transformar em matéria-prima" (JOV 692):
A
lama depositada no leito dos rios localizados em zonas urbana, industrial e
mesmo em zonas rurais onde se pratica agricultura baseada na aplicação de
agrotóxicos normalmente contém uma infinidade de substâncias químicas tóxicas
extremamente perigosas. As forças naturais e as condições ambientais podem
degradar ou biotransformar estas substâncias tornando-as,
contrariamente do que se pensa, em agentes ainda mais tóxicos que as
substâncias originais. Assim, estes agentes não podem de maneira nenhuma fazer
parte de qualquer bem de consumo humano, sob risco de se desprenderem e terminar
se fixando por décadas no organismo humano e dos animais causando danos à saúde.
Estas
substâncias tóxicas não podem ser escondidas em tijolos, telhas, blocos etc. Na
melhor das hipóteses devem ser retiradas da lama, e através de um processamento
industrial confiável ser introduzidas como componentes em outra reação química
para inertizá-las ou transformá-las em outras substâncias que possam voltar para
ciclo da economia. (reciclagem química).
Um outro
problema além da fadiga material, como por exemplo de: tijolos, blocos e lajotas
são as operações de demolição que acabam causando inevitável poluição e neste
caso muita poeira contendo quantidades expressivas de substâncias extremamente
tóxicas. Tecnicamente é absurdo utilizar lama contaminada em materiais de
construção, pois estaremos transformando os nossos lares em verdadeiros
depósitos de resíduos tóxicos, não podemos aceitar esta condição.
Não por
acaso é a existência de restrição da dragagem deste material, pois oferecem real
risco de agravamento das condições ambientais e à saúde pública e portanto sua
movimentação deve ser realizada, quando necessário, com muito critério,
garantindo a manutenção da Saúde Ambiental, devendo minimamente: Ter certeza que
as fontes de emissões dos contaminantes cessaram totalmente; Ter garantia que no
processo de retirada do material contaminado, este não seja liberado, o que
aumentaria a disponibilidade e geometricamente os riscos; Ter a garantia que
este material antes de ser movimentado, tenha uma destinação planejada de
maneira que não termine em aterros sanitários ou industriais, onde simplesmente
se transfere o ônus para a sociedade e às futuras gerações (um caso clássico de
privatização de lucros e socialização dos prejuízos) e tampouco, este material
tóxico pode ser utilizado como matéria prima para a produção de bens de consumo
ou destinado para qualquer outro fim, sem antes ser totalmente descontaminados.
Não
atingiremos o equilíbrio ambiental e ecológico se não estudar e eliminar as
causas que tornam os solos, os rios e o ar contaminados e impróprios para uma
boa qualidade vida.
Jeffer Castelo Branco – Téc. Meio
Ambiente -
jeffer@acpo.org.br
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