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Jornal O Vizinho - Ano XVIII – Nº 693 - 07/2009
Região 3 - Costa e Silva e Vila Nova
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

Irresponsabilidade da Câmara de Vereadores

       Como você foi a única "imprensa" presente "na Audiência Pública (se é que se pode chamar assim) de criação do Conselho da Cidade" e, é o único que está tornando público o descontentamento dos interessados em uma Joinville com futuro melhor, sugiro que visite o link abaixo e entenderá o tamanho da irresponsabilidade da Câmara de Vereadores de Joinville, cujos "nobres" representantes do povo, agem como quem tem medo de que o Conselho da Cidade se transforme num crítico, com aval público, das suas decisões interesseiras e nem sempre nos interesses de uma Joinville melhor.
http://www.cidades.gov.br/conselho-das-cidades/conselhos-municipais/orientacoes-para-a-criacao-dos-conselhos-da-cidade-nos-municipios?searchterm=conselho+da+cidade
Abraços. Atenciosamente,

Mário Cezar da Silveira


Gostaria de externar um breve comentário sobre a matéria "Lama contaminada de rio pode se transformar em matéria-prima" (JOV 692):

       A lama depositada no leito dos rios localizados em zonas urbana, industrial e mesmo em zonas rurais onde se pratica agricultura baseada na aplicação de agrotóxicos normalmente contém uma infinidade de substâncias químicas tóxicas extremamente perigosas. As forças naturais e as condições ambientais podem degradar ou biotransformar estas substâncias tornando-as, contrariamente do que se pensa, em agentes ainda mais tóxicos que as substâncias originais. Assim, estes agentes não podem de maneira nenhuma fazer parte de qualquer bem de consumo humano, sob risco de se desprenderem e terminar se fixando por décadas no organismo humano e dos animais causando danos à saúde.
        Estas substâncias tóxicas não podem ser escondidas em tijolos, telhas, blocos etc. Na melhor das hipóteses devem ser retiradas da lama, e através de um processamento industrial confiável ser introduzidas como componentes em outra reação química para inertizá-las ou transformá-las em outras substâncias que possam voltar para ciclo da economia. (reciclagem química).
        Um outro problema além da fadiga material, como por exemplo de: tijolos, blocos e lajotas são as operações de demolição que acabam causando inevitável poluição e neste caso muita poeira contendo quantidades expressivas de substâncias extremamente tóxicas. Tecnicamente é absurdo utilizar lama contaminada em materiais de construção, pois estaremos transformando os nossos lares em verdadeiros depósitos de resíduos tóxicos, não podemos aceitar esta condição.
        Não por acaso é a existência de restrição da dragagem deste material, pois oferecem real risco de agravamento das condições ambientais e à saúde pública e portanto sua movimentação deve ser realizada, quando necessário, com muito critério, garantindo a manutenção da Saúde Ambiental, devendo minimamente: Ter certeza que as fontes de emissões dos contaminantes cessaram totalmente; Ter garantia que no processo de retirada do material contaminado, este não seja liberado, o que aumentaria a disponibilidade e geometricamente os riscos; Ter a garantia que este material antes de ser movimentado, tenha uma destinação planejada de maneira que não termine em aterros sanitários ou industriais, onde simplesmente se transfere o ônus para a sociedade e às futuras gerações (um caso clássico de privatização de lucros e socialização dos prejuízos) e tampouco, este material tóxico pode ser utilizado como matéria prima para a produção de bens de consumo ou destinado para qualquer outro fim, sem antes ser totalmente descontaminados.
        Não atingiremos o equilíbrio ambiental e ecológico se não estudar e eliminar as causas que tornam os solos, os rios e o ar contaminados e impróprios para uma boa qualidade vida.

Jeffer Castelo Branco – Téc. Meio Ambiente - jeffer@acpo.org.br

 

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