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Araquari era
Parati
Morador à margem do rio,
Paranaguá-Mirim, que significa “boca de barra”, foi a primeira denominação dada
ao local, por Manoel Vieira. Em 1848 chegava às terras Joaquim da Rocha
Coutinho, que decidira fundar uma vila. Como os dois não entraram em acordo
quanto ao lugar, o Juízo da Comarca de São Francisco do Sul favoreceu Coutinho,
que mandou construir uma fileira de casas junto do rio, cercando pastagens e
planalto. Quando da criação da paróquia/freguesia em 1854, o nome mudou para
Senhor Bom Jesus do Parati. Em 1876 foi criado o Município, instalado no ano
seguinte, suprimido em 1923 e dois anos depois restaurado. Por fim, simplesmente
Parati, quando da criação da vila (município) em 1880.
O nome do rio e do município foi oficialmente o mesmo até 1943, por isso muitos
idosos ainda chamam a comunidade de Parati. Desde então é Araquari, que na
língua tupi-guarani significa “Rio de Refúgio dos Pássaros" em função do canal
que serve de divisa entre os municípios de Araquari e São Francisco do Sul, onde
em seus banhados ainda habitam grande quantidade de aves aquáticas como biguás,
garças, socós e gaivotas.
Retomada da navegação é estratégia de governo
Se em Joinville o Rio Cachoeira foi importante corredor aquaviário
até algumas décadas atrás, em Araquari não foi diferente com o Rio Parati.
Iguais, os dois rios foram o caminho para a formação da cidade e perderam suas
importâncias com o fortalecimento do transporte rodoviário. Como as duas cidades
são muito interdependentes, movimentos sociais e econômicos se voltam para os
seus rios ao mesmo tempo. Araquari leva vantagem, pois sofreu menor agressão
ambiental e sua população não deve cometer os mesmos erros com tantas agressões
e crimes ambientais contra suas bacias hidrográficas. Como em Joinville, no Rio
Cachoeira, em breve o Rio Parati será dragado para permitir a retomada da
navegação para o transporte de cargas e de passageiros. O governo do estado de
Santa Catarina, através da SDR Joinville, investe nessa estratégica e ecológica
alternativa.
Índios organizados
Os índios Guarani de Santa Catarina, que há algum tempo criaram a
Comissão Nhemongueta para lutar por seus direitos, entre eles a demarcação das
Terras Indígenas Pindoty, Tarumã, Piraí e Morro Alto, na região de Araquari,
protestam contra a criação do Fórum Permanente de Discussão das Demarcações de
Terras Indígenas no Norte/Nordeste do Estado. Segundo a Comissão Nhemongueta, os
parlamentares responsáveis pelo Fórum são os mesmos que tentaram criar a
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as demarcações indígenas
no norte do Estado. Como a CPI foi arquivada, por unanimidade, pela Comissão de
Constituição e Justiça da ALESC, sob o argumento que uma CPI estadual jamais
poderia investigar atos do governo federal por falta de competência, os
deputados optaram em criar o Fórum. Segundo o MPF/SC, “Ignorando os estudos
realizados pelos Grupos de Trabalho (GT) da Funai e sem ouvir as comunidade
indígenas envolvidas, o deputado Nilson Gonçalves afirmou que o Fórum irá
investigar profundamente as demarcações, a fim de que se apure a verdade dos
fatos”. Além de Nilson Gonçalves, integram o Fórum os deputados Darci de Matos,
Sérgio Grando e Kennedy Nunes. Para a procuradora da República Analúcia Hartmann,
atual Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão do MPF/SC, não há
irregularidade no processo de demarcação das terras indígenas, por estar
previsto na própria Constituição Federal e na legislação ordinária.
Disque denúncia Polícia Ambiental
47 3439-5477
47 3439-5533
Denúncia
Ambiental Ibama Linha Verde
0800-618080
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