Jornal O Vizinho - Ano XVIII – Nº 696 - 07/2009
Região 15 - Araquari, Floresta, Santa Catarina e Itinga
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

Ambientais

Araquari era Parati
Morador à margem do rio, Paranaguá-Mirim, que significa “boca de barra”, foi a primeira denominação dada ao local, por Manoel Vieira. Em 1848 chegava às terras Joaquim da Rocha Coutinho, que decidira fundar uma vila. Como os dois não entraram em acordo quanto ao lugar, o Juízo da Comarca de São Francisco do Sul favoreceu Coutinho, que mandou construir uma fileira de casas junto do rio, cercando pastagens e planalto. Quando da criação da paróquia/freguesia em 1854, o nome mudou para Senhor Bom Jesus do Parati. Em 1876 foi criado o Município, instalado no ano seguinte, suprimido em 1923 e dois anos depois restaurado. Por fim, simplesmente Parati, quando da criação da vila (município) em 1880.
O nome do rio e do município foi oficialmente o mesmo até 1943, por isso muitos idosos ainda chamam a comunidade de Parati. Desde então é Araquari, que na língua tupi-guarani significa “Rio de Refúgio dos Pássaros" em função do canal que serve de divisa entre os municípios de Araquari e São Francisco do Sul, onde em seus banhados ainda habitam grande quantidade de aves aquáticas como biguás, garças, socós e gaivotas.


Retomada da navegação é estratégia de governo
Se em Joinville o Rio Cachoeira foi importante corredor aquaviário até algumas décadas atrás, em Araquari não foi diferente com o Rio Parati. Iguais, os dois rios foram o caminho para a formação da cidade e perderam suas importâncias com o fortalecimento do transporte rodoviário. Como as duas cidades são muito interdependentes, movimentos sociais e econômicos se voltam para os seus rios ao mesmo tempo. Araquari leva vantagem, pois sofreu menor agressão ambiental e sua população não deve cometer os mesmos erros com tantas agressões e crimes ambientais contra suas bacias hidrográficas. Como em Joinville, no Rio Cachoeira, em breve o Rio Parati será dragado para permitir a retomada da navegação para o transporte de cargas e de passageiros. O governo do estado de Santa Catarina, através da SDR Joinville, investe nessa estratégica e ecológica alternativa.


Índios organizados
Os índios Guarani de Santa Catarina, que há algum tempo criaram a Comissão Nhemongueta para lutar por seus direitos, entre eles a demarcação das Terras Indígenas Pindoty, Tarumã, Piraí e Morro Alto, na região de Araquari, protestam contra a criação do Fórum Permanente de Discussão das Demarcações de Terras Indígenas no Norte/Nordeste do Estado. Segundo a Comissão Nhemongueta, os parlamentares responsáveis pelo Fórum são os mesmos que tentaram criar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as demarcações indígenas no norte do Estado. Como a CPI foi arquivada, por unanimidade, pela Comissão de Constituição e Justiça da ALESC, sob o argumento que uma CPI estadual jamais poderia investigar atos do governo federal por falta de competência, os deputados optaram em criar o Fórum. Segundo o MPF/SC, “Ignorando os estudos realizados pelos Grupos de Trabalho (GT) da Funai e sem ouvir as comunidade indígenas envolvidas, o deputado Nilson Gonçalves afirmou que o Fórum irá investigar profundamente as demarcações, a fim de que se apure a verdade dos fatos”. Além de Nilson Gonçalves, integram o Fórum os deputados Darci de Matos, Sérgio Grando e Kennedy Nunes. Para a procuradora da República Analúcia Hartmann, atual Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão do MPF/SC, não há irregularidade no processo de demarcação das terras indígenas, por estar previsto na própria Constituição Federal e na legislação ordinária.

Disque denúncia Polícia Ambiental
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Denúncia Ambiental Ibama Linha Verde
0800-618080

 
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