|
Viva os ecochatos e os biodesagradáveis
As
denúncias ambientais promovidas pela sociedade civil organizada nos últimos anos
diminuíram por conta de eficiente engenharia social de poluidores e devastadores
do meio ambiente. Financiados pelos lucrativos resultados de suas ações
exploratórias da natureza ou pela economia gerada pelo não tratamento de seus
dejetos industriais jogados sob as formas de gases, sólidos ou líquidos no meio
ambiente, a força do capital gerou recursos financeiros em abundância para
inclusive corromper autoridades, desacreditar estudiosos e calar os cidadãos
mundo afora.
Joinville
não fugiu a essa regra. Para esconder o veneno que diariamente muitas empresas
despejam nos rios da cidade que deságuam no Cachoeira, pode-se deduzir trama
diabólica destes poderes para que tenhamos um dos mais vergonhosos índices de
saneamento básico do país. Essa engenharia sinistra fez cristalizar no coletivo
que a escrachada poluição do Rio Cachoeira é de esgoto doméstico apenas. Assim,
a fedentina orgânica de praticamente metade da população da maior cidade de
Santa Catarina era o tapete perfeito para indústrias continuarem a esconder
embaixo dele os seus dejetos sem serem notados. O voluntariado de ambientalistas
do Instituto Viva o Cachoeira revela prática inadmissível de centenária empresa
joinvilense. Também adjetivados de ecochatos ou biodesagradáveis para deles
tirar sua força, esses defensores da natureza podem representar a renovação de
uma prática que precisa ser recuperada e fortalecida. Que o poder público cumpra
o seu papel e puna com os rigores da lei os infratores e impeça-os de continuar
seus atos criminosos contra o meio ambiente. Precisamos construir um futuro com
melhor qualidade de vida.
Fim do Editorial - [Voltar para a capa desta edição] [Voltar para Artigos]
Este sítio: www.ovizinho.com.br
Melhor visualizado em IE5, com vídeo true color, 800x600.
Fim da Página