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A ética retórica não se sustenta
Se
devemos nos orgulhar por sermos um povo tolerante onde a marca é a convivência
pacífica (acima da média mundial) com as diferentes raças, credos e ideologias,
faz-se necessário que reajamos aos excessos dos que tentam nos fazer crer que
uns têm mais direitos que outros.
Sabemos que
não temos os piores políticos do mundo, mas isso não deve nos servir de conforto
para a permissividade que decidimos presentear alguns políticos e governantes.
Erram os que defendem que dependendo da “biografia” tem-se que colocar outros
pesos na balança; pois quanto mais esclarecido for o infrator mais grave é a sua
falta.
As
denúncias que arrasam o Senado Federal com força tsunâmica já teriam provocado
ondas de protestos populares que incendiariam o país se não fôssemos
excessivamente tolerantes. Devem estar aumentando a dose de flúor nas águas
servidas à população para tanto imobilismo. Já teriam cometido suicídios de
haraquiri os coronéis da política tupiniquim se a defesa da ética não fosse
apenas retórica.
É
preocupante que a mais elementar lei da natureza – ação e reação – não se
manifeste diante de tantos fatos já denunciados e comprovados. Se a maçonaria
sai do seu anonimato para questionar publicamente “Como podem os cidadãos livres
e de bons costumes vencer essa guerra sem precedentes de armas sempre
nebulosas?”, temos aí um sintoma para que se veja que o copo transbordou. Que
haja sabedoria e rapidez para se afastar do poder aqueles que não demonstram
saber honrar a confiança que lhes fora outorgada no passado e no presente sob
risco de se agravar a crise institucional e se espalhar mais virulenta e mortal
que a gripe suína.
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