Jornal O Vizinho - Ano XVIII – Nº 692 - 06/2009
Região 14 - Morro do Meio, Nova Brasília, Jativoca e Floresta
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

Lama contaminada de rio pode se transformar em matéria-prima

       Um novo tijolo inventado pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) não utiliza barro em sua composição. No lugar da argila, são usados restos de casca de coco, de castanha-do-pará e de tucumã, que costumam ser descartados no processamento dessas frutas. Segundo o Inpa, o novo tijolo é mais resistente que o original, com a vantagem de oferecer mais proteção contra o calor amazônico.
        Para conseguir agrupar as cascas duras das frutas e formar um bloco compacto, os restos são triturados, misturados com uma resina e prensados. Além de reciclar esses materiais, o tijolo vegetal tem a vantagem ecológica de não precisar ser cozido, evitando que árvores sejam cortadas para alimentar fornos. O novo tijolo dispensa cimento, pois tem um encaixe que une as peças. O tijolo é resistente ao ataque de cupins e água.
        Aqui em Joinville, os altos investimentos públicos para o retorno da navegação por nossos rios correm o risco de se tornar prejuízo, pois os órgãos de fiscalização não permitem a dragagem com retirada do lodo por estar contaminado. Essa lama, supostamente contaminada, poderia ser matéria prima para a produção de artefatos como bueiros, tijolos, meios fios, lajotas etc. Não são poucos os exemplos mundo afora de reaproveitamentos desse tipo. Sempre há uma saída, pois “na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.

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