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Lama contaminada de rio pode se transformar em matéria-prima
Um
novo tijolo inventado pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia)
não utiliza barro em sua composição. No lugar da argila, são usados restos de
casca de coco, de castanha-do-pará e de tucumã, que costumam ser descartados no
processamento dessas frutas. Segundo o Inpa, o novo tijolo é mais resistente que
o original, com a vantagem de oferecer mais proteção contra o calor amazônico.
Para
conseguir agrupar as cascas duras das frutas e formar um bloco compacto, os
restos são triturados, misturados com uma resina e prensados. Além de reciclar
esses materiais, o tijolo vegetal tem a vantagem ecológica de não precisar ser
cozido, evitando que árvores sejam cortadas para alimentar fornos. O novo tijolo
dispensa cimento, pois tem um encaixe que une as peças. O tijolo é resistente ao
ataque de cupins e água.
Aqui em
Joinville, os altos investimentos públicos para o retorno da navegação por
nossos rios correm o risco de se tornar prejuízo, pois os órgãos de fiscalização
não permitem a dragagem com retirada do lodo por estar contaminado. Essa lama,
supostamente contaminada, poderia ser matéria prima para a produção de artefatos
como bueiros, tijolos, meios fios, lajotas etc. Não são poucos os exemplos mundo
afora de reaproveitamentos desse tipo. Sempre há uma saída, pois “na natureza,
nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.
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