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Reabertura do Canal do Linguado é a solução de graves problemas ambientais
Desde o fechamento do Canal do Linguado, na década de 1930, a diminuição no
aporte de águas resultou em maior dominância da ação das ondas iniciando um
processo de obstrução da barra de Balneário Barra do Sul. Investimentos
vultuosos estão previstos para a construção de molhes na tentativa de resolver o
problema que atinge pescadores e cria enorme dificuldade social.
A sabedoria
popular de membros da comunidade da região associa o fechamento do canal a
vários problemas ambientais, como o agravamento do efeito de poluentes nas águas
da baía, o aumento das inundações em Joinville e a periódica redução do calado
no porto de São Francisco do Sul.
É sabido
que a reabertura do canal resultará em melhora na qualidade ambiental do sistema
da Baía Babitonga a longo prazo. Estudo afirma: “apesar de desencadear uma fase
de perda de qualidade ambiental aguda, a curto prazo, relacionada à ressuspensão
dos sedimentos e à disponibilização de contaminantes” de décadas de despejos
criminosos das indústrias nos rios da região. Muitas empresas continuam,
descarada e acintosamente, essas práticas.
Apesar de
toda a sua importância ecológica, o estuário da Baía Babitonga só começou a
receber a devida atenção a partir de meados da década de 1990. Muito ainda está
por ser feito. O Jornal O Vizinho – JOV, parceiro do Instituto Viva o Cachoeira
– IVC, é um veículo de comunicação social em defesa do meio ambiente que também
se mobiliza para a reabertura do Canal do Linguado.
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