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Tietê e Cachoeira: muito em comum
O que tem
em comum os rios Cachoeira, em Joinville, SC e o Tietê, na capital paulista?
Ambos viraram enormes valas de esgoto a céu aberto, tiveram seus ecossistemas
completamente destruídos pela urbanização e despejos químicos das indústrias e
já foram importantes vias de navegação. Ficamos apenas com estes, mas há muitas
outras semelhanças.
Se aqui uma
das primeiras iniciativas de transformar o Cachoeira num rio novamente navegável
já é realidade, pelo menos a partir do Cais Conde D’Eu rio abaixo, em São Paulo,
nos últimos 100 anos, quase 70 foram as propostas para que o Tietê se transforme
numa hidrovia.
Lá, o
governo do Estado de São Paulo quer criar um hidroanel metropolitano,
aproveitando a conexão entre o Tietê e o Rio Pinheiros, ligados às Represas
Billings e Taiaçupeba, na região de Mogi das Cruzes. O objetivo é levar, pela
água, toda a carga transportada – ou parte dela – o mais próximo possível do
Porto de Santos ou de pontos de distribuição que se integrariam a outros
sistemas como o Rodoanel e o Ferroanel.
Aqui não é
diferente. Pelos rios de Joinville pode-se escoar produção até os portos de São
Francisco do Sul e Itapoá e transportar passageiros entre os municípios de
Araquari, Garuva, Joinville, Itapoá, São Francisco do Sul e, com a reabertura do
Canal do Linguado, Balneário Barra do Sul.
As
propostas do Governo do Estado de Santa Catarina que têm sido rebatidas com
desdém pelos opositores ao atual governo ganham força e se comprovam visionárias
e exemplo para todo o país.
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