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Nesta
edição:
Onze filhos criados com a pesca

Samuel Venâncio chega do trabalho e aporta em frente de casa, no Comasa
Muitos joinvilenses
ainda vivem exclusivamente da pesca. Alguns moram no bairro Comasa e
conseguem chegar com seus barcos até em casa. Samuel Venâncio, 51 anos,
é um destes. Sua única profissão: pescador. Criou onze filhos com os
peixes, camarões e mariscos que pega nos rios de Joinville, Lagoa
Saguaçú e Baía Babitonga.
Apesar de morar a 15 anos no Comasa, não é da indústria que tira o
sustento da sua família. Um dos filhos, que mora no bairro Iririú, segue
o mesmo caminho. Viúvo lembra que a mulher era uma excelente pescadora.
O acompanhava sempre e, com ela, enfrentou as maiores adversidades do
mar. “Ela era muito corajosa”, diz.
A casa do pescador fica à esquina das ruas Marítima com a Professora
Ivete Rocha da Silva Miano, que margeia o rio Comprido. É ali que os
clientes fazem as encomendas que levam Venâncio ao ofício que aprendera
com o pai, acompanhando-o quando menino. “Desde os 15 anos de idade vivo
da pesca”, orgulha-se. Quando não tem encomendas, o que pega os filhos
vendem nos bares e para alguns clientes. “No sábado o marisco é o que
mais tem saída. Com cerveja vai muito bem, né?”. Cada litro rende R$
1,50. A família vende entre 20 e 30 litros nos fins de semana.
É perto da casa da família Venâncio que está uma das maiores atrações do
bairro: a ponte pênsil.
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