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Jornal O Vizinho - Ano XVII – Nº 651 - 05/2008
Região 5 - Semana 22 - Bom Retiro, Saguaçú e Santo Antônio
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

 

Joinvilenses praticam arte japonesa       


Na palma das mãos e incrustada em pedra, uma das mais frondosas árvores da Mata Atlântica, a figueira

        Os Bonsais não são árvores modificadas geneticamente. Praticamente qualquer espécie pode ser utilizada. As preferidas são as dos gêneros Pinus, Acer, Ulmus, Juniperus, Fícus, Rhododendrum, entre outras. Em Santa Catarina, as figueiras são árvores admiradas. Na Praça da Figueira, na capital, Florianópolis, suas frondosas árvores são motivo de orgulho dos “Manezinhos da Ilha” e deleite para os turistas. Imaginar que aquelas enormes plantas possam ser miniaturizadas como nestas fotos, é quase inacreditável. Essa é arte do Bonsai.
        A paixão pela atividade, Soares teve despertada quando morava em São Paulo. Nascido na capital paulista, lá morou até os 20 anos. A influência dessa cultura japonesa acabou por encantá-lo. Em Joinville desde 1984, casou-se, há 17 anos com Marinez Priess da Silva, com quem tem dois filhos. Além de transformar os fundos da casa num belo e raro jardim, os meninos, Rafael,12 e Rodrigo,13 já se rendem ao hobby e também começam a seguir os passos do pai.
        Para Soares, uma atividade como essa ajuda na formação do ser humano, o engrandece como pessoa. “Através do hobby conhece-se muita gente, faz-se amizades, trocam-se experiências, realizam-se eventos etc”, explica. Em Joinville, a Associação Norte Catarinense de Bonsai é um clube que permite essas trocas entre os apreciadores da arte que se encontram mensalmente.
        Formado pelo Senai, Técnico Plástico, Soares é coordenador de produção na Amanco do Brasil, Joinville. O Bonsai e a cidade são duas paixões que ele não pretende deixar. “Gosto muito da cidade. Penso em jamais sair daqui”, confessa o paulistano. Quando ele decidiu enveredar para a prática do Bonsai, comprou algumas peças. Ao interagir com especialistas, algumas surpresas: “Comprei plantas que não eram Bonsai. Posso dizer que fui enganado quando era leigo”, admite.
        Para explicar melhor ele se compara àqueles que vêem um canário lindo e o compram. Com o tempo os animais perdem a cor, não cantam e você descobre que era apenas uma ave comum. Um canário de valor tem plumagem, cor e cantos especiais. “O mesmo acontece com o Bonsai. É fácil comprar gato por lebre”.
        Apesar de ser um especialista e ter no seu jardim umas 15 árvores premiadas em concursos, Soares admite que não sabe tudo. “Estamos sempre aprendendo. A Internet ajuda muito. As fotos orientam sobre os estilos, os detalhes...”.  Uma coisa difícil é comprar um Bonsai dos praticantes da arte como hobby. “Quando vendo, acabo no arrependimento, depois”, finaliza.


 Outra figueira, na ponta dos dedos

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