|
Nesta
edição:
Empresário garuvense dá exemplo de
exploração sustentável da
Mata Atlântica

Waldemar
Arndt nasceu em Garuva e só morou alguns anos em Curitiba (PR) para
estudar
O título é vergonhoso. Nosso estado foi o campeão do desmatamento no
período de 2000 a 2005 segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. Dos
1.360.000 Km2 de floresta que o Brasil tinha na época que os
portugueses tomaram posse, o último levantamento oficial confirma apenas
95.600 km2. Perdemos, em 508 anos, 93% da mata com a maior
biodiversidade do país (mais que a Amazônica, inclusive).
O palmito nativo dessa floresta sul tropical, o Euterpe Edulis, ou
palmito Juçara é das mais importantes árvores do bioma. Protegê-las é
questão de sobrevivência do mínimo que sobra da Mata Atlântica. No
entanto, é uma árvore muito visada. Enquanto em quase todo o restante do
país o palmito é criminosamente cortado para a produção de conserva que
rende, em média, R$ 3,00 cada pé uma única vez, em Garuva, SC, Waldemar
Arndt, 54, plantou aproximadamente 5.000 palmeiras Juçara ao redor da
empresa para a coleta das sementes e produção de polpa de Açaí, que
rende, em média, R$ 10,00 por árvore ao ano.
Empreendedor nato, Arndt gera empregos direto e indireto, com suas
pequenas empresas, para mais de 30 pessoas e ajuda a divulgar o nome de
Garuva com seus produtos em outros estados brasileiros. A mulher, Célia
Maria Simões Arndt e as duas filhas, Renata e Carla, também empreendem
como sócias ou administradoras. O grupo é um exemplo típico da família
brasileira empreendedora.
Detalhes... |
Diversos
|