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Nesta
edição:
Divergências na comunidade do Costa e Silva

Tadeu Vicente Bonassa é presidente da Associação de
Moradores Florescer
Parques e praças são
reivindicações antigas dos joinvilenses. O grupo RBS lidera neste ano de
2008 campanha para que a cidade amplie o número de praças. A iniciativa
tem sido bem recebida pela comunidade e se percebem ações do poder
público neste sentido. No bairro Costa e Silva uma grande área rural tem
sido motivo de calorosas discussões já havendo até iniciativas de
vereadores para que a propriedade pudesse ser declarada de utilidade
pública.
A Associação de Moradores Florescer, que segundo o presidente Tadeu
Vicente Bonassa, 42, é a maior entidade representativa do bairro, luta
por essa conquista. Morador da região há 35 anos, ele recorda das
peraltices de criança quando invadia com os amigos a propriedade para
furtarem tangerinas. “Tínhamos medo da espingarda”. Agora, adultos, o
temor é outro: “Que este pedaço de natureza seja perdido para a
especulação imobiliária”.
A propriedade é da família Tönnemann que ainda a usa para atividades
rurais, mas tem sido constantemente assediada para a venda do imóvel.
Ali, dezenas de vacas leiteiras são ordenhadas mecanicamente e o
alimento dos animais é cultivado em parte das terras que tem morros,
pastagens, remanescentes de mata e nascente de água. “A comunidade
deseja que a área seja transformada num parque e que a prefeitura
indenize de forma justa os proprietários”, diz o presidente Bonassa. A
família Tönnemann pensa bem diferente.
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