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Jornal
O Vizinho - Ano XVII
– Nº 654 - 07/2008 |
O vandalismo que faltou em Joinville

O copo não é
uma mini-lixeira, mas tinha xepas de cigarro e papéis dentro
No
início da rua Dr. João Colin, bem no centro da cidade, onde havia uma lixeira,
há mais de um ano só está o suporte. Situação semelhante em dezenas de outros
pontos da cidade, como a da foto, no fim da rua Princesa Izabel. A cidade está
maquiada para uma das suas maiores festas, o Festival de Dança de Joinville. As
deficiências de infra-estrutura denunciam-se ao turista mais atento em coisas
muito simples como a falta de banheiros públicos, faixas para pedestres e
lixeiras.
A prática dos governantes tem sido culpar os
vândalos (no caso das lixeiras que não estão mais nos seus suportes). Joinville
ainda é uma cidade onde os atos de vandalismo são a exceção. Na avenida Beira
Rio, no trecho em frente ao Fórum pode se comprovar isso; ou até dizer-se que um
pouquinho de vandalismo faria bem.
As belas árvores que margeiam o rio Cachoeira
receberam cercas individuais de proteção quando jovens plantas. Como não houve,
durante todos esses anos, atos de vandalismo por ali, as cercas que foram
patrocinadas por empresas com suas placas de propaganda, permaneceram até que
fossem “engolidas” pelas majestosas árvores. Segundo o vice-presidente da
Ibraflor, o paisagista Jordi Castan Bañeras, as incrustações de metal nos
troncos trazem problemas. “Deveriam ser retiradas; existem inclusive técnicas de
cirurgia arbórea, para minimizar o dano.”
Para o especialista, ali se evidencia a falta de
manutenção e a irresponsabilidade da empresa que vendeu a publicidade. Bañeras
adverte que as árvores “enxertadas” com aquelas ferragens estão com suas
estruturas comprometidas. ”Também podem provocar quedas de galhos ou das
próprias árvores”.
Moradora do bairro Aventureiro, que acompanhava a
tia no Fórum, estava indignada. “Essa é mais uma demonstração de incompetência.
Quantos anos a prefeitura teve para arrancar essas placas antes que ficassem
encravadas no meio dos troncos?”, questiona Carla Teodoro de Oliveira, 29. A
tia, que preferiu não ter seu nome identificado completou: ”Só falta agora o
prefeito querer cortar essas árvores também”.

Descaso da prefeitura condena árvores à
cirurgia ou corte
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