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Jornal O Vizinho - Ano XVII – Nº 655 - 07/2008
Região 15 - Araquari, Floresta II, Itinga, Santa Catarina e Profipo
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

 

Estratégia para se “pagar” dívida social do passado possibilita desastre no presente e arrependimentos futuros
       

        A implantação das reservas indígenas no norte do estado de Santa Catarina, além de afetar mais de uma centena de proprietários das terras onde foram demarcadas, tem reflexos diretos em milhares de empregos e pode inviabilizar novos empreendimentos. Incentivados pelo Governo do Estado, líderes da região devem mobilizar união de forças para reverter a decisão da Funai. “Uma grande empresa siderúrgica espanhola que se instalaria em Araquari já está revendo a decisão. Precisamos sensibilizar o Governo Federal e a Funai que as áreas demarcadas como estão trarão grandes prejuízos para a região”, alerta o secretário de estado Manoel José Mendonça.
        Se há um custo social e uma dívida histórica com os índios, a se resgatar, pode-se criar um novo problema acrescido de enorme valor econômico à sociedade. Quanto custará montar a gigantesca rede de infra-estrutura de rodovias, portos e aeroportos como os da região, por exemplo, para formar um novo local de investimentos empresariais?

 

Atrativo industrial deve ser enfraquecido
        O presidente do porto de São Francisco do Sul faz coro às questões econômicas. “As empresas exportadoras se instalam estratégica e preferencialmente próximas a portos por questões logísticas. É um fator de preocupação a criação dessas reservas indígenas, pois ocuparão enormes espaços que possibilitariam a expansão empresarial da região do porto de São Francisco do Sul”. Paulo César Cortes Corsi acredita que existam outras áreas no Estado que permitam conciliar os interesses de todos. “Uma reserva indígena não precisa estar próxima de um porto, mas para a indústria isso é vital”, racionaliza.

        Durante o evento da SDR Joinville em Araquari, vozes mais exaltadas e inconformadas advertiam para conflitos violentos.  O comandante da 5ª Região da Polícia Militar acredita que o momento é de discussão para encontrar soluções. “Os representantes do Governo Federal e Estadual devem achar um ponto de harmonia”, prevê o Cel. Ricardo Alcebíades Broering.


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