Jornal O Vizinho - Ano XVII – Nº 669 - 11/2008
Região 1 - Anita Garibaldi, Atiradores, Bucarein, São Marcos e Centro
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

 

Notas   

Brian de Catuha  

Audiência Pública inicia com protestos (1)
A 1ª audiência pública para discutir com a população o Plano Diretor de Drenagem Urbana da Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira - PDDU começou nervosa. A primeira atitude dos organizadores foi tirar o microfone que estava para o público da plenária na Câmara de Vereadores de Joinville – CVJ. O Secretario de Planejamento de Joinville, Antonio Carlos Poletini fez a abertura explicando que as perguntas deveriam ser feitas por escrito. Foi imediatamente interrompido pela cidadã Ester Pereira Alves que sabiamente protestou: “Isso é uma audiência pública e as manifestações devem ser verbais”. Outro cidadão da platéia retrucou em tom mais baixo, porém ouvido pelos organizadores: “Pode ter gente que queira se manifestar e não saiba escrever...”
Aprendeu muito o secretário já no início daquele encontro de prática democrática e especialmente popular!

Saia justa (2)
Poletini ficou com a “saia ainda mais justa” no fim do evento com o que seria a última intervenção da platéia. A empresária Ieda Aparecida Matos Elyas, uma das fundadoras do Instituto Viva o Cachoeira – IVC, perguntou como pode o PDDU afirmar que se alicerça na sustentabilidade se não contempla recuperação do meio ambiente e retorno da navegação no Cachoeira e nos seus afluentes. Ficou sem resposta objetiva o secretário.
Abertura e fechamento do evento no mesmo tom.

Pouca divulgação, plenário lotado
Não é incomum que audiências públicas sejam pouco divulgadas para que os interessados consigam realizar seus intentos com o mínimo de participação e intervenção popular. Entre os participantes da primeira audiência pública do PDDU era comum a reclamação. “Só soube um dia antes em comunicado pela televisão”, protestavam alguns participantes. Mas, o Instituto Viva o Cachoeira – IVC se fez presente maciçamente com seus associados, apesar de não ter sido convidado. Durante o dia, o CVJ disparou uma corrente de e-mails e telefonemas para outras entidades. Isso também ajudou a praticamente lotar a plenária da CVJ, coisa incomum.
A sociedade civil organizada está cada vez mais atenta aos atos dos políticos e governantes.

Nome errado
Louvável a iniciativa da prefeitura de realizar a 1ª Mostra de Educação Ambiental que aconteceu de 6 a 8/11/08. Difícil de entender que a divulgação tenha sido praticamente nenhuma. A maioria dos três dias foi de visitação próxima de zero. Esperava-se que no mínimo os milhares de alunos das escolas municipais visitassem o evento. Menos de 300 crianças passaram por lá. O nome do evento deveria ser outro: 1º Encontro de Agentes Ambientais, pois entre os expositores houve troca de experiências e algumas participações dos mesmos nas palestras e oficinas.
O evento foi 100% financiado com verba pública.

Tinha segurança, mas não era seguro
Se faltou público na 1ª Mostra de Educação Ambiental, em compensação havia um batalhão de seguranças na entrada do Parque Zoobotânico, de empresa de segurança privada. Apesar disso, a coordenação deixou claro que não se responsabilizava por eventuais furtos nos estandes. Todas as noites os expositores precisavam recolher objetos de maior valor. Também era generosa a quantidade de funcionários da empresa contratada para organizar o evento; além é claro dos funcionários da Fundema e outros consultores.
Na maior parte do evento parecia haver mais funcionários e contratados que visitantes.

O preço de uma traição
Edson Luiz Pinheiro, o autor do pedido de expulsão do deputado Nilson Gonçalves (PSDB) foi nomeado para uma coordenadoria da Fundema...

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