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Jornal
O Vizinho - Ano XVII
– Nº 654 - 07/2008 |
Notas
Brian de Catuha
Me engana
Como fica bonita essa cidade no mês de julho! Meios-fios pintados,
rótulas floridas...
Mas, o dançarino mais atento logo percebe que é perfumaria para turista. Faltam
lixeiras. Banheiros públicos? Não tem pra ninguém!
Muitas ruas do centro ganharam camada nova de asfalto. No dia seguinte as faixas
que demarcam os locais de estacionamento já estavam pintadas. Semanas depois, e
alguns dançarinos ainda vêem que na Capital da Dança o pedestre “dança”. As
faixas para travessia de pedestres não são prioridade onde os pés projetam-na
mundialmente.
É só caminhar para constatar que aqui pedestre é um estorvo. A cidade é para
os veículos. Políticas e ações públicas, na contra-mão.
Corredores de ônibus
Mas, finalmente um prefeito com coragem para implantar os corredores
exclusivos para ônibus. Essa é uma ação pública que tem mais de uma década de
atraso. A gritaria de alguns comerciantes é típica de olhares provincianos;
liderados por entidade que foi cabo eleitoral e teve até presidente no atual
governo municipal. Uma minoria que quer de volta o caos do trânsito antes dos
corredores.
Se não foi uma decisão política para beneficiar duas das maiores
financiadoras de campanhas eleitorais, tem-se que aplaudir o prefeito.
Cuidado
Ladrões roubaram uma senhora levando a bolsa com telefone celular, cartões
de crédito, documentos etc. Vinte minutos mais tarde quando ela ligou para o
marido, usando um telefone público e contando o que acontecera, ele disse que
acabara de receber mensagem de texto dela que perguntava qual era a senha da
conta bancária (que era conjunta) e ele a respondera também por mensagem no
celular. Quando eles foram ao banco, descobriram que todo o dinheiro havia sido
sacado. O ladrão usou o celular dela para enviar mensagem de texto para o
'marido' que constava na lista de contato.
Não revele a relação entre você e as pessoas em sua lista de contatos. Evite
usar nomes como Casa, Benzinho, Marido, Esposa, Papai, Mamãe etc. Desconfie
sempre das mensagens que pedem endereços, senhas. Quando você estiver recebendo
textos de amigos ou familiares para encontrá-los em algum lugar, não deixe de
chamar de volta e confirmar se a mensagem veio deles mesmo. Se você não
conseguir falar, tenha muito cuidado.
Ciclovia
desobstruída
Antes de julho, pedalar na ciclovia
em frente ao Centreventos era aventura de safári. A cerca viva que há meses não
sofria poda tomava conta da pista. No início da manhã, se o aventureiro
conseguisse percorrer a via, saía dela molhado e com a roupa suja. Ciclista,
nesta que já foi a cidade das bicicletas, é outro estorvo na Joinville dos
“Deuses de Lata”.
Bicicleteiro pode não financiar campanhas, mas dá votos.
Vergonha nacional
Repercute mundo afora que na “República das Bananas” o crime compensa, e
muito. A prisão de figurões na operação Satiagraha da Polícia Federal tornava
público que no Supremo Tribunal Federal não haveria problemas para os
criminosos. Pois, não é que a gravação confirmou ser verdade e não apenas
deboche de bandido. A polícia prende, o STF solta. Quantas vezes for necessário.
Pelo menos agora não dá mais para dizer que rico não vai para a cadeia. Mas,
que não fica, não fica.
Cônsul da Espanha continua preso
No meio de tanto prende-solta tem alguns ricos que parecem não ser tão ricos
assim. Até o fechamento desta edição o ex Cônsul Honorário da Espanha, Antonio
Escorza Antonanzas, um dos ricos de Joinville, continuava preso. Ele foi para a
cadeia na operação Cartada Final, também da Polícia Federal, acusado de ser dono
de centenas de máquinas caça-níqueis entre outras.
Eu morria de inveja da polícia federal estadunidense (FBI) que eu via nos
filmes. Agora, sinto muito orgulho da nossa Polícia Federal.
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