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Jornal
O Vizinho - Ano XVII
– Nº 651 - 05/2008 |
Minha dúvida
Sendo o Jornal O Vizinho tão comprometido com as questões ambientais da
cidade, por quê não realiza eventos com o Partido Verde?
Dárcio de Souza – Bom Retiro – Joinville
N.R. Prezado Dárcio de Souza. Pretendemos responder sua pergunta
reproduzindo matéria que publicamos em junho de 2004, vésperas de eleições:
Presidente do PV some no meio da convenção com livro ata em branco
O
presidente da Comissão Provisória do Partido Verde de Joinville, SC, abandonou a
convenção que se iniciou às 14h e terminaria às 17h de ontem, 29 de junho de
2004. Sem debater com os filiados que participavam do evento, José Carmelito
Smieguel decidiu sair para “almoçar”, às 16h05, suspendendo a reunião e
informando que retornaria às 16h40. Até às 17h15 ele não voltou, deixando a sede
abandonada e tomada pelos convencionais, incrédulos com a atitude do político.
Antes de sair, quando um dos participantes perguntou se o PV havia
decidido coligações, Smieguel confirmou que alguns filiados já haviam confirmado
suas candidaturas, e um representante do prefeito Marco Antônio Tebaldi teria
oferecido uma secretaria para o PV se coligar com o PSDB. “Isso aconteceu na
última convenção estadual realizada em Fraiburgo”, explicou. Os convencionais
desconheciam qualquer nome de candidaturas e coligações.
Para a maioria dos presentes, Smieguel foi “imposto”, sem consulta aos
filiados, pelo presidente do PV estadual, Gerson Antônio Basso. Já o líder fujão
havia dito que Basso o “obrigou” a assumir o PV, “senão ele fecharia o partido
em Joinville”. Outros filiados afirmam que a atual comissão provisória do PV
Joinville é ilegal, pois a nomeação de Smieguel, como presidente, aconteceu em
21 de setembro de 2003, e seu registro partidário só se oficializou no dia 30,
nove dias após, segundo cópias de documentos apresentados por ele mesmo.
Ao abandonar a reunião, Smieguel levou, também, uma impugnação da
convenção de ontem, de autoria da filiada ao partido, Ivani Beatriz dos Santos
Schettert. O documento foi lido pelo secretário do evento, Manoel Mira. Apesar
da insistência dos convencionais, até o sumiço do presidente da comissão
provisória, nenhuma linha havia sido escrita no livro ata, além do cabeçalho de
abertura da convenção, que também não deliberou absolutamente nada. A apreensão
dos partidários verdes é com o que poderá ser escrito no livro, já que Smieguel,
pessoalmente, antes de sumir, coletou, no livro de presenças, os nomes e a
assinatura de todos os que estavam na reunião, inclusive dos representantes da
imprensa.
Para Noel Rafael de Freitas, conhecido como Índio, a atitude do
presidente é injustificável. “Foi uma grande falta de respeito”, desabafou. O
ex-presidente do PV, José Luiz Caetano Diomario, estava inconformado com a
atitude “autoritária” do líder “fugitivo”. Agora, os convencionais pretendem
redigir e entregar um documento relatando os fatos à Justiça Eleitoral e pedir
orientações sobre o acontecido.
No mesmo endereço sede do PV, Rua Princesa Izabel, 260, sala 27, outros
partidos nanicos (num total de 9) realizaram suas convenções municipais.
Questionado porque aqueles partidos não usaram suas próprias sedes, Smieguel
justificou que as convenções podem ser feitas em qualquer lugar. Filiados
disseram não saber da convocação. “Não recebemos correspondência e não havia
nada na sede”, protestou um filiado do PRONA.
O presidente desaparecido deixou bem claro quais suas intenções com o PV,
antes de sumir com os documentos: “O PV tem que ocupar espaços de poder para
crescer como partido, e quem não quiser assim, está fora”. Um dos históricos do
PV, Álvaro Studzinski, revoltado com a posição do presidente, alertou que o
estatuto do partido deve ser respeitado. “Não queremos o poder a qualquer custo.
Nosso compromisso partidário é com o meio ambiente”, gritou, indignado,
Studzinski.
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