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Jornal O Vizinho - Ano XVII – Nº 669 - 11/2008
Região 1 - Anita Garibaldi, Atiradores, Bucarein, São Marcos e Centro
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

Ambientais

Multas de até R$ 10 mil
O Grupo Especial de Emprego Avançado da Polícia Ambiental autuou e multou os rizicultores e as olarias do Sul do Estado que não cumpriram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). No total foram fiscalizadas 41 propriedades que cultivam arroz e 47 olarias. Coordenada pelo MPSC, através do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME), a operação da Polícia Ambiental ocorreu durante a segunda quinzena de setembro nos municípios de Araranguá, Meleiro, Turvo, Maracajá, Jacinto Machado, Içara, Morro da Fumaça e Sangão. Ainda este ano devem ocorrer inspeções também em outros setores, como a suinocultura e fruticultura. Entre os produtores de arroz inspecionados foi constatado que nenhum agricultor cumpriu o acordo firmado em junho de 2006 com o Ministério Público, que exigia, principalmente, a preservação de no mínimo 30 metros das margens de rio. Um deles ainda teve a área de 100 hectares embargada por não possuir licença ambiental para plantar - toda atividade considerada potencialmente poluidora e que utiliza recursos naturais precisa de autorização da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) para utilizá-la.

Discurso de sustentabilidade da Vale é só discurso
A Vale licencia usina a carvão na Amazônia na área de Carajás. Avaliada em US$ 898 milhões, vai utilizar carvão mineral importado da Colômbia e emitir 2,2 milhões de toneladas de CO2 ao ano. Isso equivale a 3,6% das emissões em 2005 de todo o setor energético brasileiro. O combustível é o mais “sujo”, garantem os especialistas. A usina vai gerar 600 megawatts de energia ao ano, para abastecer o pólo siderúrgico de Carajás, no sudeste do Estado.

Compensação duvidosa
O plantio de árvores para compensar as emissões de carbono pouco faz para combater as mudanças climáticas, garante um grupo de analistas australianos.  Segundo eles, os empresários exploram essa “moda” para se livrar da necessidade de cortes reais nas emissões de gases do efeito estufa, pois a floresta que eles plantam cedo ou tarde será derrubada, queimada ou destruída.
Em artigo publicado recentemente, um deles explica que, quando as pessoas compram compensações de um projeto de florestamento por meio de uma passagem de avião, por exemplo, elas estão na verdade comprando uma promessa de que as emissões imediatas daquele vôo será compensada gradualmente nos próximos 100 anos. “Mas há uma garantia muito pequena, se houver alguma, de que isso realmente vai acontecer”.

Biocombustíveis desviam água da produção de alimentos
Segundo o Instituto Internacional de Água de Estocolmo (SIWI), a quantidade de água adicional necessária para a produção de bioenergia será equivalente á quantidade necessária para o setor de agricultura para alimentar o mundo. Isso quer dizer que a produção dos biocombustíveis requer grande quantidade de água, um recurso que já está em estoque limitado em muitas partes do mundo. Para os especialistas, a bioenergia poderia desviar uma quantidade de água que é extremamente necessária para a produção de comida.

Fungo produz combustível
Cientistas estadunidenses descobriram na Patagônia, região no sul da Argentina, um fungo capaz de produzir componentes como os que se encontram no diesel.O fungo batizado de Gliocladium roseum, foi descoberto em uma árvore ulmo (Eucryphia cordifolia) e poderia ser potencialmente uma nova fonte de energia limpa, segundo recente artigo publicado na revista científica Microbiology.

Menstruação causa grave problema ambiental
Ao fim de sua vida fértil, uma mulher poderá ter utilizado mais de dez mil unidades de absorventes higiênicos. Eles terminam despejados em “lixões” e, como não são biodegradáveis, demoram em média cem anos para se decompor na natureza. A volta das fraldinhas que a vovó usava estão em estudo na produção de absorventes reutilizáveis.

Polícia Ambiental 34395477 e 34395533

Fundema 34332230

Denúncias Ambientais Área Rural Linha Verde Ibama 0800618080

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