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Jornal O Vizinho - Ano XVII – Nº 659 - 08/2008
Região 3 - Costa e Silva e Vila Nova
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

Ambientais

Depois da morte, diamante
Se em vida você foi do tipo que os inimigos diziam tratar-se de lixo humano, uma empresa suíça garante que depois de morto pode transformar seu corpo em diamante. A sofisticada transformação química evita que depois de morto seu corpo seja enterrado e contamine o solo e a água dos poços da vizinhança. Uma empresa da cidade de Coire crema o seu corpo que produz média de 2,5 kg de cinzas; isso dá para fazer umas cinco pedras de diamante. O seu corpinho agora pó é submetido a várias transformações que o transformam em carbono e depois em grafite. Esse elemento é submetido a temperaturas infernais de 1700º C e daí surge um diamante artificial. A indústria do 'diamante humano' está expandindo para a Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.


Conferência sobre a Água
Por ocasião da Semana Internacional da Água, 2500 especialistas se reuniram recentemente em Estocolmo para debater os graves problemas no planeta. Um terço da humanidade, aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a instalações sanitárias. Esta situação pode ter conseqüências dramáticas para a saúde pública e representa um verdadeiro desafio para a comunidade. Estima-se que em torno de cinco mil crianças morrem a cada dia de diarréia por falta de higiene e de banheiros decentes.

 
Usinas hidrelétricas
O Ministério Público de Santa Catarina - MPSC quer que a FATMA elabore um Termo de Referência para os Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas, exigindo dos empreendimentos hidrelétricos uma visão sistêmica da bacia para fins de licenciamentos ambientais. Por conta disso, o MPSC recomenda, inclusive, a suspensão das licenças ambientais em território catarinense até a realização dos referidos estudos. Isso porque há projetos de várias usinas numa mesma bacia hidrográfica e a preocupação do MPSC é que cada solicitação é analisada pela FATMA de forma isolada, não levando em consideração o impacto ambiental do conjunto das obras sobre a bacia hidrográfica.


Hidrelétrica do rio Cubatão
Se engana quem pensa que o projeto de construção da Usina Hidrelétrica do Rio Cubatão está no esquecimento. Intenso movimento de bastidores no meio político e empresarial prepara novo projeto que dificilmente terá a construção impedida por ambientalistas como aconteceu no passado. O arriscando empreendimento que tem potencial para tragédia com o rompimento da estrutura da represa está no cronograma para voltar à baila no próximo ano.



Bacia Hidrográfica Rio Cubatão
SA Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão Norte – BHRC é considerada uma das principais da região nordeste de Santa Catarina. Compartilhada pelos municípios de Joinville e Garuva, tem 80% de sua área numa cidade e 20% na outra, respectivamente. Esta bacia é responsável por cerca de 70% do abastecimento de água de Joinville e de parte do município de Araquari. Mas, até São Francisco prevê captar água dali também, no futuro. A área total da BHRC é de 492 km2. A nascente está na Serra Queimada e a foz no estuário da Baía Babitonga.



Construção civil é vilã

De norte ao sul o volume de resíduos gerados pela construção civil já supera o de  lixo doméstico em capitais brasileiras. Na capital baiana, Salvador, chega a 60% do total de lixo da cidade. Em Goiânica (GO) e na capital gaúcha, Porto Alegre o índice é 55%. Segundo Thiago Camargo, do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama, as maiores poluidoras são pequenas empresas que atuam de maneira informal: “A maioria dos municípios ainda não tem estrutura na área ambiental para fiscalizar e regulamentar a destinação desse entulho”. Em Joinville, desde agosto de 2005 a cidade conta com local próprio para resíduos da construção civil. Tanto o cidadão como as empresas são responsáveis pela contratação de caçamba específica para o recolhimento do entulho.


Destruição de geleira
No mês de julho um enorme pedaço de 29 km2 da geleira de Petermann, no norte da Groenlância se separou. As mais recentes imagens de satélite sinalizam outra enorme rachadura longe da margem da geleira, o que pode ocasionar uma iminente quebra e muito maior. O efeito estufa que provoca o aquecimento global é considerado o principal causador do fenômeno de grandes prejuízos ambientais.


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