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Xixi no banho
Ao fazer xixi e soltar a
descarga se gasta em média dez litros de água. No futuro seremos lembrados como
o “o povo irracional que usava água potável para a descarga dos banheiros”. Você
já pode diminuir um pouquinho essa culpa fazendo xixi embaixo do chuveiro.
Prefira se aliviar logo no início para que o box fique completamente isento da
sua urina enquanto você se banha. Na banheira, nem pensar.
Puns e arrotos
Já não é novidade que puns e
arrotos dos animais, principalmente o gado, produzem enorme quantidade de gases
que aumentam o efeito estufa. Os bichos são responsáveis por quase 20% do gás
metano liberado no ar, que é 23 vezes mais danoso que o dióxido de carbono, o
principal causador do aquecimento do planeta. Pois, puns e arrotos humanos
também liberam metano. Segundo os especialistas, nada comparado à participação
de vacas e bois criados para as churrascadas. Comer menos carne contribui muito
mais com o ambiente do que se preocupar com a sua flatulência.
Respiração
polui
Durante um ano uma pessoa libera quase meia tonelada de dióxido de carbono, o
CO2, pela respiração. Se você se sente culpado por respirar, plante árvores, mas
não se transforme num ecochato ou num biodesagradável. As árvores consomem esse
gás com a fotossíntese. Para regar as árvores que você plantou, flores e
gramados, use a água dos últimos enxágües da lavadora de roupa. Assim você está
mais do que compensado por respirar; e que tenha vida longa.
Diminua a conta
Os técnicos em computadores dizem que no trabalho é melhor ligar o
computador no início e desligá-lo no fim do expediente. Ligar e desligar muitas
vezes ao dia pode danificar e trazer prejuízos. A dica para economizar energia é
você desligar o monitor quando não usa o computador. Os monitores mais antigos
são responsáveis por até 70% do consumo do equipamento. Impressoras, caixas de
som, scanner e demais periféricos ligue só quando usar.
Lixo que mata e deforma
Estima-se que anualmente morram mais de um milhão de aves e também mais de
100.000 mamíferos dos mares e oceanos. De todo o lixo que flutua, os plásticos
são 90%. Tem-se encontrado tampas de garrafas, seringas, brinquedos miniaturas,
escovas, tampas de canetas etc, nos estômagos de animais marinhos por todo o
mundo. Tartarugas têm morrido às milhares por comerem pedaços de isopor e ter o
sistema de mergulho e flutuação alterados. A da foto é uma sobrevivente
deformada por um anel plástico que ficara preso no meio do seu corpo. A imagem
circula pela internet.

Foto: www.energiaeficiente.com.br
Sopa
de plástico
Todo o
plástico que os joinvilenses jogam nos seus rios desembocam na Lagoa Saguaçú e
Baía Babitonga que tem acesso direto com o Oceano Atlântico. Aquele anel de
plástico que deformou a tartaruga pode ser uma argola da cortina da casa da sua
avó. Cientistas estadunidenses
revelaram recentemente que flutua no Oceano Pacífico um volume de lixo plástico
com cerca de 100 milhões de toneladas, algo como duas vezes o tamanho dos
Estados Unidos. Apelidaram de “sopa de plástico”. Um quinto dos resíduos fora
jogado de navios ou de plataformas petrolíferas. O restante veio da terra, como
os que vemos diariamente boiando no rio Cachoeira.

Bandeja de isopor desliza no rio Cachoeira em direção ao mar
Sapos no mar
Cerca de 10 mil
contêineres com carga caem de navios todos os anos, causando danos para a
marinha mercante e para a vida no mar. Numa tempestade, em 1992, brinquedos
usados em banheiras, como patos de borracha, sapos, tartarugas e castores caíram
de um navio cargueiro que seguia da China para Seattle, nos Estados Unidos. Este
lixo foi acompanhado por estudiosos em sua viagem por três oceanos.
Para cada quilo de algas marinhas e plâncton, há pelo menos seis quilos de
plástico, afirmam pesquisadores. Acredita-se que todo esse lixo flutuante já
tenha formado um novo habitat marinho.

Sacola
plástica acompanha o fluxo da maré no rio Cachoeira
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