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Jornal O Vizinho - Ano XVII – Nº 655 - 07/2008
Região 15 - Araquari, Floresta II, Itinga, Santa Catarina e Profipo
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

Ambientais

Tarumã (1)
A Funai demarcou a Terra Indígena Tarumã, nos municípios de Araquari e Balneário Barra do Sul. No levantamento de 2003 eram 17 membros do Povo Indígena Guarani Mbyá para uma área demarcada de 2.172 hectares de superfície e 24 km de perímetro.

Morro Alto (2)
A Terra Indígena Morro Alto se localiza no município de São Francisco do Sul com 893 hectares de superfície e perímetro de 19 km para uma população de 48 descendentes dos Guarani Mbyá.

 


Família de índios sobrevive da venda de artesanatos e de esmolas no centro de Joinville. Flagrante contraste às suas origens.



Pindoty (3)
Nos municípios de Araquari e Balneário Barra do Sul foi demarcada a Terra Indígena Pindoty, com 3.294 hectares de superfície e 47 km de perímetro para uma população de 70 índios Guarani Mbyá.

Piraí (4)
Mais 42 índios Guarani Mbyá era a população em 2003 no município de Araquari. Para estes, a Funai demarcou a Terra Indígena Piraí com 3.017 hectares de superfície e 35 km de perímetro.

Expulsão a fogo
Segundo a Funai, os índios continuam sofrendo com a discriminação e a violência por conta da crescente especulação imobiliária no litoral norte de Santa Catarina, em particular, na área onde incidia a Corveta 2. “A principal conseqüência para os Guarani foi a expulsão das famílias mbyá, em 1989. Suas casas foram incendiadas e a região foi comprada, posteriormente, pela empresa Karsten Têxtil”.

33 e não 120
Na demarcação das terras Tarumã, a Funai confirmou apenas 33 ocupantes não-índios. Entre os confirmados o Instituto Adventista Sul-Brasileiro de Educação e Assistência Social; Weg Indústrias S/A; Karsten S/A; Tacolindner Participações Ltda.; Mineiração Veiga; Mineração Nilson; Tupy Agro Internacional; Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S/A; Confloresta.

Típica casa Guarani
São casas pequenas, de madeira, com cobertura de barro e cobertas por palha. Essa formação aliada ao chão de terra batida permite a presença do fogo no interior das casas, muito comum em Tarumã. O fogo é aceso para cozinhar, para espantar mosquitos e também para aquecer a casa em dias frios.

Corveta 1
Em 1996 uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC mapeou  a localidade de Corveta 1 e concluiu que ela era habitada, há pelo menos 20 anos, por Mbyá, resistentes à pressão de não-índios e aos conflitos subseqüentes.”, garante a Funai.

Corveta 2
“Já, Corveta 2 possuía todos os elementos para ser considerada uma terra de ocupação e uso tradicional, inserida dentro dos limites do grande território histórico Guarani. Só foi desocupada pela expulsão violenta dos Mbyá”

Tekohá
Todas as aldeias são denominadas pelos Guarani como Tekohá, que faz parte de um todo, um grande território Guarani que está sendo redescoberto pelos Mbyá. Desde a expulsão de Corveta 2, os Mbyá consideram que não há  um local seguro, com garantia da tranqüilidade necessária para abrigar a casa de reza – Opy - e tornar-se o centro de uma aldeia. As Terras Indígenas pretendidas pela Funai totalizam 9.376 hectares e podem oferecer a segurança territorial.


Menino índio brinca com artesanato que família guarani vende no centro de Joinville


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