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Tarumã (1)
A Funai demarcou a Terra Indígena Tarumã, nos municípios de Araquari e
Balneário Barra do Sul. No levantamento de 2003 eram 17 membros do Povo Indígena
Guarani Mbyá para uma área demarcada de 2.172 hectares de superfície e 24 km de
perímetro.
Morro Alto (2)
A Terra Indígena Morro Alto se localiza no município de São Francisco do
Sul com 893 hectares de superfície e perímetro de 19 km para uma população de 48
descendentes dos Guarani Mbyá.

Família de índios sobrevive da venda de artesanatos e
de esmolas no centro de Joinville. Flagrante contraste às suas origens.
Pindoty (3)
Nos municípios de Araquari e Balneário Barra do Sul foi demarcada a Terra
Indígena Pindoty, com 3.294 hectares de superfície e 47 km de perímetro para uma
população de 70 índios Guarani Mbyá.
Piraí (4)
Mais 42 índios Guarani Mbyá era a população em 2003 no município de Araquari.
Para estes, a Funai demarcou a Terra Indígena Piraí com 3.017 hectares de
superfície e 35 km de perímetro.
Expulsão a fogo
Segundo a Funai, os índios continuam sofrendo com a discriminação e a
violência por conta da crescente especulação imobiliária no litoral norte de
Santa Catarina, em particular, na área onde incidia a Corveta 2. “A principal
conseqüência para os Guarani foi a expulsão das famílias mbyá, em 1989. Suas
casas foram incendiadas e a região foi comprada, posteriormente, pela empresa
Karsten Têxtil”.
33 e não 120
Na demarcação das terras Tarumã, a Funai confirmou apenas 33 ocupantes
não-índios. Entre os confirmados o Instituto Adventista Sul-Brasileiro de
Educação e Assistência Social; Weg Indústrias S/A; Karsten S/A; Tacolindner
Participações Ltda.; Mineiração Veiga; Mineração Nilson; Tupy Agro
Internacional; Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S/A; Confloresta.
Típica casa Guarani
São casas pequenas, de madeira, com cobertura de barro e cobertas por palha.
Essa formação aliada ao chão de terra batida permite a presença do fogo no
interior das casas, muito comum em Tarumã. O fogo é aceso para cozinhar, para
espantar mosquitos e também para aquecer a casa em dias frios.
Corveta 1
“Em 1996 uma equipe da Universidade
Federal de Santa Catarina – UFSC mapeou a localidade de Corveta 1 e concluiu
que ela era habitada, há pelo menos 20 anos, por Mbyá, resistentes à pressão de
não-índios e aos conflitos subseqüentes.”, garante a Funai.
Corveta 2
“Já, Corveta 2 possuía todos os elementos para ser considerada uma terra de
ocupação e uso tradicional, inserida dentro dos limites do grande território
histórico Guarani. Só foi desocupada pela expulsão violenta dos Mbyá”
Tekohá
Todas as aldeias são denominadas
pelos Guarani como Tekohá, que faz parte de um todo, um grande território
Guarani que está sendo redescoberto pelos Mbyá. Desde a expulsão de Corveta 2,
os Mbyá consideram que não há um local seguro, com garantia da tranqüilidade
necessária para abrigar a casa de reza – Opy - e tornar-se o centro de uma
aldeia. As Terras Indígenas pretendidas pela Funai totalizam 9.376 hectares e
podem oferecer a segurança territorial.

Menino índio
brinca com artesanato que família guarani vende no centro de Joinville
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