|
Os primeiros
O primeiro carro que chegou
ao Brasil era do irmão do “Pai da Aviação” Santos Dumont. Em 1893 Henrique
Santos Dumont estreava, em Santos, SP, a deusificação dos automóveis. Quatro
anos depois, na estrada velha da Tijuca, RJ, Olavo Bilac protagonizava o
primeiro acidente de trânsito ao dirigir o veículo de José de Patrocínio e bater
contra uma árvore. O ano era 1897. Ano passado (2007), a frota mundial de
veículos atingiu um bilhão de unidades, de acordo com a Organização Mundial da
Indústria Automobilística. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de
Veículos Automotores – Anfavea, o Brasil deve terminar 2008 como o quinto maior
mercado do mundo de veículos.
Uma guerra por ano
A cada 13 minutos morre um brasileiro em acidente de trânsito. A cada
sete minutos ocorre um atropelamento. Aproximadamente 50 mil brasileiros morrem
por ano e outros 350 mil ficam feridos, 60% destes com lesões permanentes. Dos
que morrem, 44% foram vítimas de atropelamento e 41% estão na faixa etária entre
15 e 34 anos. Cerca de 60% dos leitos de traumatologia dos hospitais brasileiros
são ocupados por acidentados de trânsito. Anualmente temos uma guerra do Vietnã
por aqui. Mais de 700 mil pessoas morreram em acidentes do trânsito de 1960 a
2000 no país.
Combinação mortal
De cada dez leitos hospitalares, cinco são ocupados por acidentados.
O trânsito mata mais crianças de um a 14 anos do que as doenças. Os acidentes de
trânsito são a terceira “causa mortis” no Brasil e o segundo problema de saúde
pública – só perde para a depressão. Na Santa Casa de São Paulo, 80% das pessoas
atendidas com traumatismo grave eram vítimas da combinação álcool e direção.
Mais de 50% das mortes no trânsito tem essa combinação: volante e bebida
alcoólica ou volante e droga. Nesse caso a droga mata mais não usuários.
“A morte de uma pessoa é uma tragédia, a morte de um milhão é uma
estatística” Stalin
Inocentes
Seis crianças morrem por dia em acidentes de trânsito. Já é a
principal causa de morte infantil. A Organização Mundial de Saúde, OMS, afirma
que em 2020 os acidentes de carro serão a terceira maior causa de mortes e
ferimentos em todo o planeta. Vai perder apenas para as isquemias do coração e
para a depressão.
Decisão política
Na atualidade, as pessoas se vêem obrigadas a trabalhar boa parte do dia
para pagar os deslocamentos necessários para se dirigirem ao trabalho. Na Europa
e USA a média é de duas mortes/ano por dez mil veículos; no Brasil a taxa é 6,8
mortos. Priorizar a indústria automobilística no Brasil foi uma decisão de
governo, na ditadura militar. O presidente Lula é ex-metalúrgico do ABC
paulista, região dominada por essa indústria.
Bicicleta é insuperável
Para que 40 mil pessoas possam cruzar uma ponte em uma hora
movendo-se a 25km/h, é preciso que ela tenha 138 metros de largura se viajam de
carro, 38 metros se viajam a pé, apenas dez metros se de bicicleta. Somente um
sistema moderníssimo de trens rápidos, a 100 km/h e com saídas a cada 30
segundos empataria com as bicicletas. Cabem 18 bicicletas onde se estaciona um
único carro.
Combinação perfeita
Em terreno plano, o ciclista é três ou quatro vezes mais veloz que o
pedestre e gasta ao todo cinco vezes menos calorias por quilômetro. O
deslocamento de um grama do seu corpo sob essa distância não lhe consome mais do
que 0,15 calorias. Com a bicicleta, o ser humano ultrapassa o rendimento de
qualquer máquina e de qualquer animal evoluído.
Polêmica federal
Na Internet, através do
Google Earth, no link
http://maps.google.com/maps?q=http://bbs.keyhole.com/ubb/download.php?Number=1143816&t=k&om=1
é possível ver a área de vegetação que será alagada pela construção da Usina
Hidrelétrica de Pai Querê. O mapa indica também a área do reservatório e o lago
projetado pela usina. Também é
possível ver as principais cidades, rios e estradas. Aproximando a imagem pode
se visualizar até as copas das araucárias e outras árvores. O Ministério do Meio
Ambiente pretende criar ali uma Unidade de Conservação e Refúgio da Vida
Silvestre de quase 300 mil hectares em 11 municípios catarinenses e três do Rio
Grande do Sul. A polêmica está instalada.
Crime
ambiental
O rio Cachoeira continua
vítima de graves crimes ambientais nos fins de semana. A imagem é de um
flagrante no meio da tarde de um sábado no mês de junho (pleno 2008). A mancha
exalava forte odor de solvente orgânico e tinta. Se alguém jogasse um fósforo
ali poderia ter provocado incêndio na tubulação que vem da rua Max Colin. O
despejo de milhares de litros foi por horas.
Porquê os órgãos de fiscalização, a Fundema, por exemplo, não têm fiscais nos
fins de semana e principalmente a noite? Os moradores ribeirinhos do bairro
Bucarein estão cansados de denunciar às autoridades os crimes semanais e atuais
contra o rio. À serviço de quem está essa omissão dos órgãos de fiscalização?

[Voltar
para a capa desta edição]
[anterior]
Este sítio:
www.ovizinho.com.brMelhor visualizado em IE5, com vídeo true color, 800x600.
Fim da Página