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O mundo se
apavora
A recente absolvição do fazendeiro
Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da
missionária norte-americana Dorothy Stang, acontecido em fevereiro de 2005, em
Anapu (PA) é apavorante. O judiciário brasileiro se alia à destruição do planeta
e absolve mais um que mata quem se atravessa no caminho da destruição do meio
ambiente. Stang foi morta com seis tiros; ela trabalhava com a Pastoral da
Terra.
Vacas culpadas
Estas ruminantes são responsáveis por até 25% das emissões do gás metano (CH4)
produzido pelas atividades humanas. Cientistas pesquisam a mudança da dieta
alimentar dos bichos. Melhor seria que o homem mudasse seu próprio hábito
alimentar e comesse o mínimo de carne. O gás metano é muito pior que o CO2
para o efeito estufa. Uma vaca pode produzir até 200 litros de gás metano por
dia, arrotando e soltando pum.
Boi livre, menos
gás
Pesquisadores do Instituto Nacional
de Livestock e Grassland Science, Tsukuba, Japão, descobriram que produzir um
quilo de carne emite mais gases do efeito estufa que dirigir por três horas. A
maioria é liberada pela flatulência (pum) do gado. Para uma única refeição de um
boi é necessária a energia equivalente a manter uma lâmpada acesa por 20 dias
(considerando produção e transporte do alimento bovino). Um estudo feito na
Suécia em 2003 sugere que o boi criado ao ar livre, como a quase totalidade no
Brasil, emite 40% menos gases do efeito estufa e consome menos energia do que o
confinado.
Boi livre, menos
florestas
Se o gado criado no pasto emite
menos gases do efeito estufa, para compensar essa aparente vantagem milhares de
árvores de florestas precisam ser derrubadas para que ele fique solto no pasto.
Com razão, diz o ex-Beatle Paul McCartney : “A criação de vacas, bois e porcos
é um dos principais destruidores do planeta”.
Brasil é vaiado
Diplomatas brasileiros foram vaiados
na 9ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade
(COP-9) em Bonn, na Alemanha. O país foi duramente criticado por cerca de 200
manifestantes inclusive brasileiros que usavam camiseta laranja em alusão ao
fogo dos desmatamentos para a produção dos biocombustíveis. Na camiseta a
inscrição: “Brasil e Alemanha: comprometidos com a destruição da biodiversidade.
Não compre este acordo”, refere-se ao recente acordo energético assinado entre
os dois países.
Temor procedente
A expansão das lavouras de
cana-de-açúcar, matéria-prima do álcool combustível, pode empurrar a produção de
alimentos e a pecuária para as florestas e aumentar ainda mais o desmatamento.
Essa possibilidade torna o país vulnerável às críticas de estrangeiros e
ambientalistas. A expansão das fronteiras agrícolas e pecuária são as maiores
causas de perda de biodiversidade no país.
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