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Jornal O Vizinho - Ano XVII – Nº 651 - 05/2008
Região 5 - Semana 22 - Bom Retiro, Saguaçú e Santo Antônio
 
Tiragem desta edição impressa:  10.000 exemplares

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Ambientais

O mundo se apavora
A recente absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, acontecido em fevereiro de 2005, em Anapu (PA) é apavorante. O judiciário brasileiro se alia à destruição do planeta e absolve mais um que mata quem se atravessa no caminho da destruição do meio ambiente. Stang foi morta com seis tiros; ela trabalhava com a Pastoral da Terra.

Vacas culpadas
Estas ruminantes são responsáveis por até 25% das emissões do gás metano (CH4) produzido pelas atividades humanas. Cientistas pesquisam a mudança da dieta alimentar dos bichos. Melhor seria que o homem mudasse seu próprio hábito alimentar e comesse o mínimo de carne. O gás metano é muito pior que o CO2 para o efeito estufa. Uma vaca pode produzir até 200 litros de gás metano por dia, arrotando e soltando pum.

Boi livre, menos gás
Pesquisadores do Instituto Nacional de Livestock e Grassland Science, Tsukuba, Japão, descobriram que produzir um quilo de carne emite mais gases do efeito estufa que dirigir por três horas. A maioria é liberada pela flatulência (pum) do gado. Para uma única refeição de um boi é necessária a energia equivalente a manter uma lâmpada acesa por 20 dias (considerando produção e transporte do alimento bovino). Um estudo feito na Suécia em 2003 sugere que o boi criado ao ar livre, como a quase totalidade no Brasil, emite 40% menos gases do efeito estufa e consome menos energia do que o confinado.

Boi livre, menos florestas
Se o gado criado no pasto emite menos gases do efeito estufa, para compensar essa aparente vantagem milhares de árvores de florestas precisam ser derrubadas para que ele fique solto no pasto. Com razão,  diz o ex-Beatle Paul McCartney : “A criação de vacas, bois e porcos é um dos principais destruidores do planeta”.

Brasil é vaiado
Diplomatas brasileiros foram vaiados na 9ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP-9) em Bonn, na Alemanha. O país foi duramente criticado por cerca de 200 manifestantes inclusive brasileiros que usavam camiseta laranja em alusão ao fogo dos desmatamentos para a produção dos biocombustíveis. Na camiseta a inscrição: “Brasil e Alemanha: comprometidos com a destruição da biodiversidade. Não compre este acordo”, refere-se ao recente acordo energético assinado entre os dois países.

Temor procedente
A expansão das lavouras de cana-de-açúcar, matéria-prima do álcool combustível, pode empurrar a produção de alimentos e a pecuária para as florestas e aumentar ainda mais o desmatamento. Essa possibilidade torna o país vulnerável às críticas de estrangeiros e ambientalistas. A expansão das fronteiras agrícolas e pecuária são as maiores causas de perda de biodiversidade no país.

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