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Jornal
O Vizinho - Ano XVII
– Nº 655 - 07/2008 |
O caminho fácil das acusações inconsequentes
O processo que culminou na demarcação das
terras indígenas na região que abrange Araquari, Balneário Barra do Sul e São
Francisco do Sul não é recente. Iniciou-se em 1996. Naquela época, o
Departamento de Patrimônio Indígena e Meio Ambiente – Depima, constatou que o
Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto de Meio Ambiente – EIA/RIMA
da duplicação da BR 101, trecho Garuva-Palhoça, não abordava a questão indígena
de “modo satisfatório”. Constituiu-se, então, um Grupo de Trabalho – GT que
produziu o “Relatório sobre as áreas e Comunidades Guarani afetadas pelas obras
de duplicação da BR 101 no Estado de Santa Catarina, Trecho Garuva-Palhoça”.
Foi esse estudo que detalhou a
história da ocupação Guarani no litoral norte do Estado.
Agora, muitas autoridades têm, de
forma leviana, dito que foram “pegas de surpresa”. Àqueles que preferem o
caminho fácil e inconsequente das acusações, que pelo menos não sejam parceiros
também da falsidade. Se querem apontar culpados, que questionem os prefeitos e
os agentes públicos dos seus municípios e do Estado, de porquê não deram a
devida atenção ao assunto, na ocasião.
O bom senso, no entanto, aponta para
a necessidade de uma sociedade madura cultural e socialmente. O desfecho que se
prevê praticamente irreversível da oficialização das Terras Indígenas, pode ser
uma oportunidade ímpar de conciliação entre as necessidades de duas sociedades
bem distintas. Os infiltrados para a discórdia, a intransigência e a violência,
devem ser denunciados e extirpados imediatamente, para que se evitem mais
desgraças humanas.
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