Jornal O Vizinho - Ano XV – Nº 615 - 12/2006
Região 5 - Boa Vista, Comasa e Espinheiros
Tiragem da edição impressa:  10.000 exemplares

Crime ambiental contra a Baía Babitonga ainda é prática comum por algumas indústrias joinvilenses

             Duas excelentes notícias afetam diretamente Joinville e repercutem para o mundo: A aprovação da Lei que protege a Mata Atlântica em todo o território nacional e a criação de uma reserva ambiental na Baía Babitonga. Há 14 anos os ambientalistas vêm lutando para a preservação do que restou de uma das florestas com maior biodiversidade do planeta – mais que a Amazônica, inclusive. Desde a posse deste país pelos portugueses, em 1500, restam apenas 7% da rica floresta. O Vizinho, nos 15 anos de sua existência, vem produzindo reportagens, entrevistas e notas para a preservação desse ecossistema. Comemoramos juntos a conquista.
   
         A criação da Reserva Ambiental Federal da Baía Babitonga, já vem tarde. Inúmeras reportagens também fizemos, no decorrer destes últimos 15 anos, denunciando os crimes ambientais contra este ambiente. Milhões de toneladas de lodo com altos índices de produtos químicos contaminam a Lagoa Saguaçu e a baía. Os maiores responsáveis: industriários joinvilenses. Oxalá com a criação da reserva haja mais fiscalização e punição destes atos criminosos, pois a prática de despejar resíduos industriais nos rios e córregos ainda é recorrente.
   
         Aos fiscais e órgãos de proteção ambiental uma dica de uma das formas: Quando chove bastante, como aconteceu nos últimos dias do mês passado, alguns empresários aproveitam para se livrar dos seus passivos ambientais. Como aumenta o volume de água e a velocidade das corredeiras, esvaziam-se os depósitos de lixo químico que se misturam com as águas barrentas, camuflando-se, e se depositam na lagoa e na baía.
   
         Outra dica aos fiscais: se quiserem comprovar é só fiscalizar a quantidade de matéria prima comprada de cada empresa, a quantidade que foi vendida e o método de processamento. Ao conferir esses dados tem-se determinado o volume de resíduo produzido que deveria estar em depósitos ou destinados aos aterros industriais. Se não se achar mais, pode mergulhar na lagoa e na baía que está tudo lá. Alguém duvida?

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