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DOBRANDO A LÍNGUA
Joinville, SC, 23 de Setembro de 2005
Como
volta e meia meus adversários resolvem questionar as secretarias e os
conselhos de desenvolvimento regional, maldizendo a descentralização e
tudo o que ela já trouxe de benefício para centenas de municípios
historicamente esquecidos e relegados, pouco a pouco fui acumulando
exemplos históricos de erros brutais de avaliação e falta de visão
de futuro. Aqui vão alguns deles:
"Penso
que há talvez no mundo um mercado para 5 computadores".
Thomas
Watson, presidente da IBM, em 1943
Ken
Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp., em 1977
"Este
'telefone' tem inconvenientes demais para ser seriamente considerado um
meio de comunicação. Esta geringonça não tem nenhum valor para
nós”.
Memorando
interno da Western Union, em 1876
"A
caixa de música sem fio não tem nenhum valor comercial imaginável.
Quem pagaria para ouvir uma mensagem enviada a ninguém em
particular?".
Sócios
de David Sarnoff em resposta a sua consulta urgente sobre investimentos
em rádio, nos anos 20
"O
conceito é interessante e bem estruturado, mas para merecer uma nota
melhor do que 5, a idéia deveria ser viável".
Professor
da Universidade de Yale em resposta a uma tese propondo um serviço
confiável de malote. A tese era de Fred Smith, que viria a ser o
fundador da Federal Express
"Quem
se interessaria em ouvir os atores falar?".
H.M.
Warner, da Warner Brothers, no auge do cinema mudo, em 1927
"Máquinas
mais pesadas do que o ar são impossíveis".
Lord
Kelvin, presidente da Royal Society, em 1895, sobre a possibilidade do
avião
"Aviões
são brinquedos interessantes mas sem nenhum valor militar".
Mal.
Ferdinand Foch, professor de estratégia da Escola Superior de Guerra de
Paris
"A
teoria dos germes de Louis Pasteur é uma ficção ridícula".
Pierre
Pachet, professor de Fisiologia em Toulouse, em 1872
"O
cavalo está aqui para ficar, porém o automóvel é apenas uma
novidade, uma moda passageira".
Presidente do Michigan Savings
Bank ao advogado de Henry Ford, aconselhando-o a não investir na Ford
Motor Company
Há
centenas de outros graves erros de avaliação na história da
humanidade, que não caberiam neste pequeno espaço, mas esses poucos
exemplos acima ilustram bem como o novo é difícil de ser aceito por
aqueles que não conseguem ir além da administração do presente, sem
ousar inventar o futuro.
Sigo
a cartilha magistralmente sintetizada pelo escritor uruguaio
Eduardo Galeano: “Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o
que fazemos para mudar o que somos”.
LUIZ
HENRIQUE DA SILVEIRA
Governador do Estado de Santa Catarina
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