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OS CONSTRUTORES DO MUNDO
Joinville, SC, 8 de dezembro de 2005
As
ideologias e crenças, quando derivam para o fanatismo, cristalizam-se
em dogmas e fundamentalismos. E como o ponto de vista é sempre
influenciado pelo ponto de onde se vê a vista – do palácio ou da
favela; da praia ou do escritório; do campo ou da cidade; da igreja, do
templo ou da sinagoga -, evidentemente surgem ideologias e crenças para
todos os gostos.
O
jornalista só retrata a Imprensa com caixa-alta. O advogado reverencia
a Justiça, o professor cultua a Educação, o médico dedica-se à Saúde,
o padre canoniza a Igreja, e assim por diante, sempre, em cada caso,
evidenciando o que é da sua predileção.
Para
o surfista é a Onda, para Tom Jobim, a Música, para Paulo Autran, o
Teatro. Para o escritor vienense-brasileiro Stefan Zweig, “Os
Construtores do Mundo” (título de um de seus romances) eram Balzac,
Dickens, Dostoievski, Hordelin, Kleist
e Nietzche. Para Paulo
Freire, todos os homens
deveriam ser considerados construtores do mundo.
Os
Constituintes, os Congressistas, o Presidente, o Governador, o Prefeito,
o Deputado, o Vereador representam atividades políticas, enaltecidas,
sempre, como o exercício dos que, do nada, criam instituições,
viabilizam o desenvolvimento.
Mas,
como hoje é 11 de dezembro, dia em que são comemorados o Dia do
Arquiteto, do Engenheiro, do Agrônomo e do Agrimensor, nada mais justo
do que homenagear estes que, com todo o direito e justiça, podem ser
chamados de Construtores do
Mundo.
A
começar pelo Engenheiro Civil Valdir Ruschel, tragado violentamente, no
último dia 7, pela rodovia, quando caminhava na construção de uma
Santa Catarina melhor.
Desde
tempos imemoriais, podemos enxergar a contribuição dessas quatro
especialidades para a melhoria da qualidade de vida da humanidade. Do
Taj Mahal às pirâmides, dos aquedutos aos canais romanos, de Chichén-Itza
a Tiauhanaco e Machu-Pichu, dos jardins suspensos da Babilônia ao
Colosso de Rhodes e às Muralhas da China, desde sempre nossa sobrevivência
esteve intimamente ligada à engenhosidade e criatividade de notáveis
arquitetos e engenheiros.
Ao
longo da minha vida pública, tive o privilégio de contar com a
colaboração de dezenas de profissionais dessas áreas, todos da maior
competência, dedicação e seriedade, fundamentais para que pudesse
cumprir os compromissos assumidos.
Para
se fazer um bom governo não bastam boas intenções, ótimos planos ou
excelentes projetos. É preciso uma equipe competente, coesa,
disciplinada e capaz de materializar os sonhos sonhados.
Minhas
homenagens a esses valorosos Construtores
do Mundo, que sabem transformar sonhos em realidade e, assim, melhorar a
vida das pessoas.
LUIZ
HENRIQUE DA SILVEIRA
Governador do Estado de Santa Catarina
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