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A Lei Municipal de Incentivo à Cultura que propõe a destinação de até 3%
dos recursos arrecadados com o Imposto sobre Serviços (ISS) para projetos
culturais tem sido comemorada pela classe artística de Joinville. A iniciativa
do executivo, através da Fundação Cultural de Joinville, tem a liderança do
presidente da entidade e vice-prefeito Dr. Rodrigo Meyer Bornholdt.
O
projeto, analisado e revirado com lupa política pela oposição e pelas lideranças
artísticas, tem unanimidade: atende aos anseios que vêm mobilizando, nos últimos
cinco anos, de forma organizada e justa, os interessados.
Numa
sociedade marcada por uma falsa globalização, que na verdade é uma
avassaladora americanização, levando muitas comunidades à perda de
identidade, a cultura apresenta-se como a maior resistência desse fenômeno
capitalista mercenário. Selma Lagerlöf (1858-1940), em Citations, de Karl
Petit e Pierre Maury, atualíssima, previa: “A cultura é o que subsiste
quando se esqueceu tudo que se tinha aprendido”.
O
ano de 2005 tem tudo para se firmar como marco. A Câmara de Vereadores de
Joinville e seus edis terão deixado seus nomes na história. O projeto foi
aprovado por unanimidade e sem emendas, apesar de uma manobra menor da bancada
do PSDB, que acabou retirando-a no plenário da CVJ. Agora só falta a aprovação
do prefeito. Com essa lei, Joinville, mais uma vez, sai na frente e dá exemplo
para o Brasil, pois “O gênero humano não pode ficar socialmente unido sem
uma força ordenadora. A força da cultura une as pessoas como indivíduos em
independência e liberdade através do direito e da arte. A força de uma
civilização sem cultura une-os sem consideração de independência,
liberdade, direito e arte, como uma massa pela violência”. Pestalozzi
(1746-1827). Parabéns vereadores.
Feliz Natal e Próspero 2006, leitores.
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