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A diversidade de manifestações culturais que pululam no anonimato em Joinville
é uma característica de sua formação: pessoas de todos os estados do Brasil
e de muitos outros países decidiram morar aqui. A maior cidade do Estado de
Santa Catarina é plural e contradiz a falsa germanicidade que historicamente
alguns “coronéis” presunçosamente tentam impor e manter como dominante.
A
soberania industrial sobre seus habitantes vem compartilhando espaços com
outras áreas, entre elas as de serviços. Os investimentos públicos para
fomentar a arte, cultura, esporte e eventos diversos vêm mudando o perfil
centenário. Mas, a visão da maioria da população ainda é de ignorância
quanto ao valor da arte. Um empresário, ao saber que artistas da cidade tinham
sido premiados com até R$ 13 mil da prefeitura para investir no setor,
protestou: “Isso dá mais de mil reais por mês. Muito mais do que me custa
para manter meu filho na faculdade de odontologia”. Esse empresário faz parte
daquele grupo que entendeu tudo errado quando Oscar Wilde disse: “Toda a arte
é perfeitamente inútil”.
Mas,
esses retrógrados em extinção (ufa!!!) estão sendo substituídos por empresários
que percebem na arte um caminho para reverter a loucura devastadora da natureza
em busca do lucro capitalista. Eles já começam a acreditar no que disse Valéry
Larbaud (1881-1957): “A arte é ainda a única forma suportável da vida; é o
maior prazer, e o que se esgota menos depressa”. Apóiam, patrocinam,
incentivam, investem e ajudam, assim, a melhorar a qualidade de vida da
sociedade, porque já sabem que “A arte é uma mentira, que revela a
verdade” Picasso.
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