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Quando Voltaire (1694-1788) disse que “a política tem a sua fonte antes na
perversidade do que na grandeza do espírito humano”, e Mao Tsé-Tung
(1893-1976) afirmou que “a política é guerra sem derramamento de sangue”,
o contemporâneo Júlio de Camargo completou: “Política é a arte de governar
com o máximo de promessas e o mínimo de realizações”.
O
que os brasileiros têm visto e sentido são confirmações dessas máximas. A
perversidade dos políticos em se locupletar tem provocado mortes em filas de
hospitais públicos falidos e violência por desaparalhamento das polícias, por
exemplo. Promessas de campanha são descumpridas. E não faltaram promessas
nestes últimos 25 anos!
O
sentimento é de descrédito total nos políticos. Um grande erro! Assim como
nem todos os padres e pastores são santos, nem todos os políticos são
corruptos. Há bons e maus em qualquer partido ou seita religiosa. Os maus só
dominam quando as pessoas de bem se omitem. Somos um povo manso (amansados em
cada copo d´água que bebemos, medicados com o mesmo flúor do princípio ativo
da fluoxetina, do Prozac). Se um governo ditador precisava acalmar um povo que
lutava e brigava para se livrar das prisões da ditadura, agora os governos
democráticos parecem continuar defendendo a medicação de massa para explorar
até a última gota, como sangue-sugas impiedosos, a população, que, impassível,
não reage. “Mundo louco! Reis Loucos! Louca aliança!” Shakespeare.
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