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Plantas, animais ou qualquer outro recurso natural brasileiro comercializado
ilegalmente não fica mais sem impunidade. Já está em vigor (desde junho de
2005) o decreto presidencial que deve fortalecer o combate à pirataria. As
florestas brasileiras têm sido saqueadas com o comércio ilegal de madeiras,
minérios e pedras preciosas desde o suposto descobrimento do Brasil em 1500.
Mais recentemente a biopirataria vem crescendo. Laboratórios estrangeiros
extraem sem autorização as propriedades de plantas e animais e transformam o
produto em remédios vendidos em todo o mundo. Muitas vezes ainda o patenteiam
impedindo que nós, brasileiros, possamos viabilizar economicamente estes
recursos naturais.
O
valor da multa varia de acordo com o crime. Podem ser punidos desde turistas que
levam plantas ou animais sem autorização até quem traficar produtos naturais
com fins comerciais ou científicos. Esse assalto às riquezas do país não
acontece só nas grandes florestas, como a amazônica. A Mata Atlântica é um
dos mais ricos conjuntos de ecossistemas em termos de diversidade biológica do
planeta. Estudos recentes demonstram que ela tem 50% de espécies a mais de árvores
que a Floresta Amazônica. No caso de mamíferos estão catalogadas 215 espécies
contra 353 na Amazônia, apesar desta ser quatro vezes maior do que a área
original da Mata Atlântica. Estes dados foram recentemente divulgados no
“Dossiê Mata Atlântica” de uma rede de ONGs.
Os
joinvilenses devem ficar atentos, pois o tráfico de animais e plantas
silvestres e a biopirataria também acontecem nas matas de Joinville e região.
As denúncias devem ser feitas à Polícia Ambiental 47 4395477 e Polícia
Federal 4316800.
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