|
Chora-se de tristeza, normalmente. A felicidade também produz lágrimas. Moro
em Joinville desde 1977. Adotado por essa cidade, tenho feito o possível para não
decepcionar minha acolhida. Nosso jornal, O Vizinho, nasceu aqui; é um produto
genuinamente joinvilense e único do gênero no país. Nele, abrimos, há 14
anos, espaços para incentivar e valorizar iniciativas que possam melhorar a
qualidade de vida da população. Atividades culturais têm recebido destaque e
espaços abundantes no pequeno universo limitado por seu tamanho, mas inigualável
na abrangência.
São quase 30 anos viscerais de vivência.
Reconhecer, como cidadão, que nesse período jamais a cultura recebeu a atenção
que vem conquistando do poder público é de chorar (pelo tempo perdido) e de
chorar de novo (pela mudança positiva). Sensíveis, os dirigentes da Fundação
Cultural de Joinville prorrogam o prazo até 30 de maio de 2005, para a entrega
dos projetos culturais que podem se beneficiar do Edital de Apoio à Cultura.
Demonstração inequívoca do entrosamento do presidente e vice-prefeito Dr.
Rodrigo Bornholdt com o meio artístico/cultural. “Uma grata surpresa”, têm
comentado alguns ícones da cultura popular joinvilense.
A sintonia da Fundação Cultural com
a Conurb (Rodrigo Bornholdt e Afonso Carlos Fraiz, respectivos presidentes)
projeta possibilidades ainda mais otimistas para o setor, pois os aparelhos físicos
que podem abrigar eventos culturais são administrados por essas duas instituições
que pareciam não estar bem afinadas. O Projeto Chora Joinville, que está
levando um dos ritmos mais brasileiros aos terminais urbanos, mercado público e
bairros da cidade é um convite: choremos! De alegria. Os joinvilenses merecem
todo esse choro.
Fim do Editorial - [Voltar para a capa desta edição] [Voltar para Artigos]
Este sítio:
www.ovizinho.com.brMelhor visualizado em IE5, com vídeo true color, 800x600.
Fim da Página