Jornal O Vizinho - Ano XIV – Nº 568 - 05/2005
Região 4 - Iririú e Jardim Iririú
Tiragem da edição impressa:  10.000 exemplares
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Violência na madrugada aterroriza família do Iririú

        A casa é conjugada. Nos fundos moram os pais. Na frente, filho, nora e neta, de oito anos. Família de trabalhadores, de gente do bem. Madrugada, 2h30 de sábado, 09 de abril de 2005. Bairro Iririú, vizinhanças do Saguaçu. Região tranqüila e boa de morar. A família vive ali há 20 anos, sem muitos sobressaltos. Alguém bate forte à porta da frente. Vozes da rua gritam "pega ladrão". Os moradores se acordam e escutam "um bando de gente pulando o muro". Correria, gritos, socos, pontapés. Parecia que a casa estava sendo demolida. Corpos sendo jogados contra as paredes. Porta sendo arrebentada. Janelas explodindo e cacos de vidro invadindo a cozinha.
        A menina de oito anos entra em pânico. O medo toma conta da família. Pai e filho se comunicam por telefone e decidem, sabiamente, não abrir nenhuma porta ou janela. Parece que vão demolir a casa ou entrar nela. Ligam para a polícia. Ouvem mais um barulho forte de vidro quebrando. É o da porta traseira do carro que fica na garagem aberta. Som de lataria amassando. Era o de um corpo sendo jogado no teto do mesmo carro. A família se prepara para o pior. Nenhuma arma em casa para se defender do bando que está dentro do terreno demolindo tudo e quase entrando na casa. Só resta rezar e esperar. Passados os minutos que pareciam horas de terror, as vozes se distanciam e sobram gemidos.
        A polícia chega meia hora depois do telefonema. A suposta vítima, um jovem de uns 16 anos, com o rosto quase dilacerado e o corpo surrado, pede proteção à família que decide abrir a porta e ver o que sobrou. Grandes prejuízos materiais, na casa, no muro, no veículo. O maior, no entanto, emocional. A sensação de impotência, de total desproteção. Que a qualquer momento podem entrar no seu quintal, derrubar tudo e fazer o que quiser com todos da família!
        Era uma briga de rua que invadiu a privacidade de um lar. Violência crescente transformando gente do bem em gente assustada, desesperada... O prejuízo foi 100% da família, a verdadeira vítima.
        Isso pode acontecer na sua casa, a qualquer momento. Triste, mas real, infelizmente.

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