Jornal O Vizinho - Ano XIII – Nº 552 - 11/2004
Região 5 - Boa Vista, Comasa, Espinheiros e Moinho dos Ventos
Tiragem da edição impressa:  10.000 exemplares
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O Sul é o Meu País

        Um dos mais importantes movimentos de conscientização plebiscitária da história do Brasil foi o MSP - Movimento o Sul é o Meu País. Legalmente constituído no início da última década do século passado, se consolidou nos estados do PR, SC e RS. Mais tarde, MS e SP se integraram. O discurso do movimento liderado pelos catarinenses era: “A descentralização política de Brasília ou a Separação”.
   
     O crescimento do movimento se dava de forma exponencial. Os poderes constituídos contrários à descentralização do poder concentrado na capital federal, apoiados por veículos de comunicação comprometidos com aquele modelo, produziram uma enorme confusão no imaginário do povo brasileiro. Confundiram proposital e deliberadamente o MSP com outro movimento que era condenado pelo próprio MSP, o República dos Pampas, liderados pelo gaúcho Irton Marx.
   
     As imagens produzidas pelo Fantástico e a forma como a reportagem foi veiculada transformou todos os movimentos em “farinha do mesmo saco”: eram nazistas, racistas, fascitas! Lideranças do MSP foram presas e ou perseguidas pela Polícia Federal. Um destes líderes, do vizinho estado do Paraná, faleceu, injustiçado, recentemente. Em Joinville, onde o MSP era a célula mais forte do movimento, os líderes tiveram que se esconder, se camuflar e até se preparar para uma fuga ou exílio por conta do desdobramento injusto dos fatos produzidos de forma perversa.
   
     Na onda da Globo, o jornal diário local, segundo denúncias de simpatizantes do MSP, “produziu”, por encomenda, uma pichação em muro num bairro da cidade em que dizia em letras monumentais: MSP tem fronteiras demarcadas pelo nazismo. A frase, bem escrita, era emoldurada por duas suásticas nazistas. A foto ocupou metade da capa do jornal. Chocante. Um dos líderes do MSP, em Joinville, ao caminhar pelo centro da cidade, teve seu rosto escarrado por uma cusparada de um transeunte seguida de um xingamento: “seu nazista!”.
   
     Decorridos dez anos e ferido quase mortalmente, o MSP, como fênix, está renascendo das cinzas. As principais lideranças, mais maduras, menos ingênuas, contando agora com o apoio da poderosa ferramenta, a internet, preparam-se para a consolidação de um projeto em todos os estados do Brasil. O discurso continua sendo o mesmo: descentralização, fortalecimento de estados e principalmente municípios, ou a separação.
   
     Alguns políticos, a exemplo do governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, já praticam o discurso descentralizador iniciado pelo MSP. Caso essa prática se efetive com o Brasil adotando o regime político municipalista, o MSP será tombado de morte. Do contrário, como fênix, deve voltar rejuvenescido.

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