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Homem urbano precisa conviver mais com homem rural para aprender a preservar a vida no planeta
A professora da Casa da Cultura de Joinville, Eliane Böhr, especializou-se no
ensino de produção de papel e artesanato com fibra dos caules das bananeiras.
Sabiamente, ela diz que as pessoas precisam se reencontrar com as coisas simples
da natureza, “pois tudo vem dela”.
Da
palha da planta, no passado, se faziam cordas para barcos e navios, e arreios
para animais, tamanha a resistência da fibra, principalmente depois de tramada.
A
industrialização, além de descobrir outras matérias-primas derivadas do petróleo,
que está se esgotando e encarecendo, “dessintonizou” o ser humano do meio
ambiente. “Atividades assim, além de resgatar nossas origens de harmonia com
a natureza, desenvolvem as questões mais humanas”, diz a professora.
Alunas
como Sonilda Timbaúva, 22 anos vêem a possibilidade de adquirir uma nova
habilidade geradora de renda para sua família. Outra aluna, a professora
municipal Olandacy Xavier, 42, faz o curso para ensinar as crianças do CEI Vila
Nova.
Iniciativas
que valorizam o meio ambiente têm prioridade em nosso jornal. Parabéns aos
envolvidos no projeto. O grande desafio das comunidades rurais: não deixar que
a cultura dos urbanos destrua os recursos naturais das suas comunidades.
Proprietários de terras no final da Estrada Motucas estão desmatando áreas de
preservação que têm nascentes de água.
Acendam
a luz vermelha e se mobilizem contra esses crimes ambientais antes que seja
tarde.
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