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Jornal O Vizinho - Ano XII – Nº 516 - 11/2003
Região 7 - Itaum, Guanabara, Petrópolis e João Costa 
Tiragem da edição impressa:  10.000 exemplares
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Grávida elabora “plano diabólico”

         “Esse é o plano diabólico mais engenhoso que já vi. Jamais eu tinha passado por uma situação dessas. Deixa qualquer pessoa perplexa em razão do que aconteceu”, diz o delegado da Divisão Anti-seqüestro, Renato Hendges. Com 34 anos de serviço público, Renatão se espanta justificadamente.
   
     Após 104 dias do desaparecimento da empresária e estilista de moda, Juliana da Silva Souza de Jesus, 29, a polícia a encontra em Campo Mourão, nordeste do Paraná, quando iniciava contato com o marido, numa sala de bate-papo, na internet. O empresário e advogado, Hipócrates Fernandes, não sabia que há mais de um mês, a mulher com quem conversava virtualmente era a própria esposa.
   
     Juliana se identificava como Jaqueline Rosseto (Jacky1000, no e-mail), e se dizia ser uma amiga que no passado havia ajudado Juliana a fugir de cárcere privado que o ex-marido, Juca, a havia submetido.

Histórias que fazem chorar
   
     Enquanto viveu com Hipócrates Fernandes, Juliana contava para ele que sofrera violência sexual, sangrentas agressões físicas e terrorismo psicológico do ex-marido. Dizia ter sido estuprada várias vezes na frente da filha que na época tinha cinco anos. Eram histórias que arrancavam lágrimas do atual marido ou de quem a ouvia. “Ela mente compulsivamente e com muita convicção”, diz o delegado Renatão.
   
     Foi assim, num ambiente de amor, carinho e piedade, que Fernandes construiu um lar com a Juliana, culminando na gravidez. Dos quase dois anos de casamento, os últimos nove meses foram de expectativa preparando roupinhas, quarto, tirando fotos semanalmente da barriga da mamãe, enfim, curtindo o maior sonho da sua vida: um filho.

Do sonho ao pesadelo
   
     Mas, o sonho virou pesadelo para o advogado na véspera da cesariana marcada para o dia 12 de agosto de 2003. Na tarde anterior, a grávida desapareceu após avisar a empregada que iria fazer as unhas. Decorridos 104 dias, a polícia a detém no interior do Estado do Paraná. Juliana vestia a mesma roupa do dia que desapareceu. Estava se preparando para voltar para o marido, em Joinville.
   
     Como Jaqueline Rosseto, havia construído uma história, pela internet, que confirmava o que a Juliana dizia sobre o seu passado. “Ela queria chegar em casa e contar que conseguiu fugir do Juca mais uma vez, que esteve presa todos esses dias. Diabolicamente queria culpar o ex-marido pelo desaparecimento do bebê”, deduz o delegado Renatão.

continua

11/2003
Fim da parte 01 -
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