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Jornal O Vizinho - Ano XII – Nº 496  - 05/2003
Região 5 - Boa Vista, Comasa, Moinhos de Ventos e Espinheiros
Tiragem da edição impressa:  10.000 exemplares
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Clube de Oratória e Liderança de Joinville abre espaço para associação de deficientes

            Desde a perda da exploração comercial do estacionamento rotativo nas ruas centrais de Joinville, no ano passado, que a Associação dos Deficientes de Joinville, Adej, vem acumulando problemas. Só em dívidas trabalhistas e previdenciárias já acumula R$ 88 mil. Para continuar atendendo, funcionários reduziram a carga horária de trabalho e quase todos realizam trabalho voluntário para a entidade.
   
         Mas, o prazo final permitido pelo sindicato da categoria é o mês de junho, quando todos deverão voltar ao horário normal de trabalho que reduziu em 25% na área de saúde e 15% no setor administrativo. Sensibilizado, o Clube de Oratória e Liderança de Joinville, Col, também se solidariza e abre espaço para a Adej na reunião do dia 9 de junho.

 
Marilete de Mattos Silva é moradora do bairro Boa Vista e presidente da 
Associação dos Deficientes Físicos de Joinville, Adej

Depoimentos emocionam
   
     Acompanhada de uma psicóloga e do sócio César Luiz Marinelli, a presidente da Adej, Marilete de Mattos Silva, participou da reunião mensal do Col Joinville neste mês de maio. Os depoimentos, além de emocionar os COLeanos, como são chamados os sócios do clube, garantiram que a Adej será o tema da próxima reunião. A fala do Marinelli e o seu imenso esforço para se comunicar fez escorrer muitas lágrimas de líderes e oradores do Col.
   
     Moradora da rua São Borja, no bairro Boa Vista, e presidente da Adej desde dezembro, Marilete tem três filhos: Ildo José, 12 anos, Wuesley Loran, 15 e Daiane de Mattos Silva, 16, deficiente física desde o nascimento, por causa de uma paralisia cerebral que afetou toda a coordenação motora da menina.

Superação da timidez
   
     Apesar da família reunir condições para assistir a filha deficiente com planos de saúde privado, há três anos que a Adej tem sido o porto seguro dela. É lá onde a menina recebe atendimentos que só a entidade oferece, pois tem uma estrutura e profissionais qualificados nas áreas de fisioterapia e fisioterapia aquática, terapia ocupacional, psicologia clínica, esportes adaptados e oficina protegida.
   
     Segundo a mãe, a integração com os outros deficientes, os trabalhos manuais na oficina especialmente protegida para estes usuários e o teatro tem sido de muita importância para a filha. “Ela era muito tímida. Esta convivência tornou-a mais feliz, mais extrovertida”, comemora Marilete. O mesmo acontece com outras centenas de sócios da Adej. Para muitos deles, depois da sua casa, lá é o único outro lugar do mundo que existe.

Adej é problema público
   
     Recentemente a Adej participou de uma sessão da Câmara de Vereadores de Joinville, CVJ, com o objetivo de chamar a atenção daqueles representantes públicos para os graves problemas da entidade. O presidente da CVJ, vereador Darci de Matos, diz que o poder público é co-responsável pelas dívidas que se acumulam  na Adej. “Já pedimos ao prefeito Marco Tebaldi que ajude. A prefeitura deve apresentar solução para o grave problema financeiro da entidade nos próximos dias”.
   
     Enquanto isso, doações da comunidade podem ser feitas na sede da Adej, Rua José Elias Giuliari, 95, bairro Boa Vista, ou mensalmente através da conta de luz. O fone da Adej: 47 4336355, e o e-mail: adejjoi@terra.com.br
   
     A entidade atende 500 deficientes físicos mensalmente. Quando administrava o estacionamento rotativo, atendia 1500.

05/2003
Fim da parte 01 -
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