Jornal O
Vizinho - Ano XI – Nº 489
- 04/2003 |
Semanário nasce da leitura de livros e incentivos do Clube de Oratória
Em 10 de abril de 1991 nascia a idéia de se produzir um “informativo”
voltado para os bairros. A primeira discussão aconteceu descontraidamente em
reunião do Clube de Oratória e Liderança de Joinville, COL, no jantar
comemorativo aos doze anos de fundação daquele clube. Foi uma troca de idéias
com lideranças comunitárias e sócios do COL que entusiasmaram o empreendedor,
Altamir Andrade.
A
leitura dos livros “A Terceira Onda”, de Alvin Toffler, e “Prosperando no
Caos”, de Tom Peters, fundamentaram a estratégia empresarial. De um, a previsão
feita, na década de 70, que “os veículos de comunicação de massa
desmassificados”, voltados para os bairros e comunidades, invadiriam o
mercado. Já, Tom Peters pregava, na década de 80, “cerque o grande pelo
pequeno”. Daí a divisão da cidade em dez regiões, cada uma delas com seu próprio
jornal, O Vizinho.
Prioridade:
o ambiente
Em
dezembro de 1994, O Vizinho recebia do Sebrae o prêmio Talento Empreendedor
Catarinense, como um “exemplo de talento, criatividade e determinação
empresarial”. Na ocasião, a distribuição atingia 50 mil domicílios
joinvilenses, gratuitamente, e em abril de 1995, 70 mil, já impressos em gráfica
própria. Mas, segundo o Conselho Editorial do jornal, foi em dezembro de 2000
que se consolidou a mais importante estratégia: prioridade ao meio ambiente,
agora com abrangência de 100 mil domicílios em 100% dos bairros da maior
cidade do estado de Santa Catarina.
150
mil exemplares
Prevista
para junho, a edição de número 500 terá tratamento especial. Enquanto nas
edições normais cada uma das dez regiões (que reúnem um grupo médio de
quatro bairros) têm tiragem de dez mil exemplares contempladas com notícias,
reportagens e entrevistas daquela comunidade, a edição comemorativa deverá
ter 150 mil exemplares com distribuição também gratuita. “Pretendemos
atingir 100% dos domicílios joinvilenses (zona urbana e rural)”, avisa Jorge
Mazotto, um dos responsáveis pela coordenação da distribuição.
Japonesa
não dá conta
O
jornal terá tamanho tablete (metade do tablóide) com algumas páginas
coloridas. “Esta impressão não será possível fazer na nossa máquina”,
previne o responsável pela área, Haroldo da Silva Amâncio. Por ser uma edição
especial, terá, no mínimo, oito páginas. A pequena impressora japonesa
consegue imprimir apenas cinco mil por hora. “Demoraria uns dez dias só para
a impressão”, explica Amâncio.
Quem
quiser conhecer a empresa pode se programar: toda quarta quarta-feira de cada mês,
a partir da quarta hora da tarde (16h), é dia de visitar O Vizinho.
04/2003
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